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Israel em chamas

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Mais de 75 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devido aos incêndios que têm assolado o país

A onda devastadora de incêndios começou no passado dia 22 de novembro, mas ficou totalmente fora de controlo passados três dias, atingindo o centro e o norte e obrigando mais de 75 mil pessoas a deixarem os seus lares.

Escolas, universidades e prisões foram evacuadas e os hospitais encontram-se lotados com pessoas a queixarem-se da inalação de fumo. Bombeiros, soldados da reserva e aviões tentam controlar os focos de incêndio e diversos outros países já enviaram ajuda.

Segundo as autoridades israelitas, diversos focos de incêndio foram obra de palestinos e suspeitos já foram detidos. Para o chefe da polícia israelita, Rono Alsheich, não existe qualquer dúvida de que estes incêndios têm uma motivação política.
Há ainda que ter em consideração que a grande maioria dos incêndios está a acontecer em zonas onde a maioria da população é de origem judaica.

Embora a Autoridade Palestina, que controla partes da Cisjordânia, tenha vindo negar o envolvimento e oferecido bombeiros para ajudar a apagar os incêndios, diversos líderes muçulmanos comemoraram nas redes sociais os estragos provocados pelo fogo.

Alguns imãs muçulmanos chegaram mesmo a escrever que isso está a acontecer por causa de uma nova lei israelita que exige a diminuição do volume dos altifalantes das mesquitas. Para estes, Alá está a enviar “fogo do céu”. Inclusive Mishary Rashid Alafasy, um imã do Kuwait, escreveu na sua conta no Twitter: “Desejo a melhor sorte ao fogo”. Tendo, posteriormente, acrescentado: “Israel está a queimar e a perder o controlo. Está a pedir ajuda aos seus aliados depois de proibir a oração e de roubar lugares sagrados”.

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