“Tinha 3% de hipótese de sobreviver”

Jennifer, de 19 anos, começou a sentir fortes dores na região do abdómen, tendo sido diagnosticada, no hospital, com apendicite.

Aparentemente, correu tudo bem com a operação e, após três dias de internamento, teve alta. No entanto, os médicos não prescreveram nenhum medicamento para ajudar na recuperação.
Após alguns dias em casa, ela começou a sentir fortes dores na região da cirurgia, vomitando constantemente. Ao regressar ao hospital, os médicos detetaram que a jovem estava com uma infeção generalizada. “Refizeram a cirurgia e tiraram cinco litros de pus de dentro de mim. Regressei ao quarto, mas com uma tela na barriga para os médicos tirarem as secreções”, conta.

EM COMA. Jennifer viu-se numa situação dramática quando da tela na sua barriga começaram a sair fezes, pois um erro no procedimento perfurou o seu intestino. “Fui para o centro cirúrgico novamente, mas a infeção generalizada estava quase a parar os meus órgãos. Então, colocaram uma sonda dentro de mim e um saco de colostomia”, diz.

Ela saiu do centro cirúrgico direto para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), onde permaneceu por dois meses, mas, devido às complicações, ficou em estado de coma. Nesse período, a jovem teve que receber várias unidades de sangue, e os medicamentos não conseguiam combater a bactéria. “Disseram à minha família que não havia mais solução, pois a medicina já tinha feito de tudo, Deus era o único que podia fazer algo por mim”, relata.

A LUTA.
A sua mãe já conhecia a Universal e, quando viu a filha naquela situação, passou a fazer a corrente da cura por ela. Após um mês em estado de coma, ela acordou e os médicos mandaram-na para o quarto.

“Fiquei assustada quando a médica mostrou-me a minha barriga, estava horrível, ver a minha barriga aberta, e do lado uma bolsinha de onde saíam as fezes. Nesse momento entrei em desespero, mas, ao mesmo tempo agradeci a Deus por estar viva”, conta.
No quarto, Jennifer teve que reaprender a andar, pois ficou muito tempo deitada, sem se movimentar. Além disso, perdeu muito peso, chegando a pesar 32 kg, porém, num mês teve alta e voltou para casa.

VIDA LIMITADA. “Fiquei em casa com a sonda e a barriga aberta, à qual eu mesma fazia os curativos. Após um tempo em casa, a minha barriga começou a cheirar muito mal, mesmo eu colocando gaze e fazendo o curativo”, recorda.

Mesmo sem que o médico lhe desse alta para ir à escola, ela não aceitava ter a sua vida limitada e regressou às suas atividades diárias. Porém, tinha vergonha quando saía, devido ao mau cheiro proveniente da sua barriga. Foram três anos a levar essa vida, em que todos os meses voltava ao hospital, pois os médicos aguardavam que fosse criada carne na barriga. Eles esperavam para fazer uma nova cirurgia e restaurar o abdómen de Jennifer, no entanto, isso não acontecia.

DE 3 A 100%. Chegou o dia em que Jennifer se revoltou e deixou de aceitar aquele problema na sua vida. Passou a lutar pela cura e começou a fazer propósitos com Deus. “Eu não aceitava mais viver daquela maneira, eu estava a apodrecer. Disse a Deus ‘quero ser curada, não aceito esta doença na minha vida, o meu corpo é templo do Teu Espírito”, conta. Numa ocasião, ela foi a uma consulta e o médico disse que ela iria ficar internada para realizarem o procedimento. Realizou todos os exames, mas, antes da cirurgia, os médicos mandaram-na para casa, para ela ficar com a família. Eles disseram aos familiares que seriam dois procedimentos delicados e que ela tinha 3% de hipótese de sobreviver.

A cirurgia foi bem-sucedida e Jennifer não precisou de ficar na UTI, indo direto para o quarto. Ficou apenas alguns dias no hospital e teve logo alta.

Hoje, para além de ter uma vida normal, é uma jovem saudável, sem sequela alguma, facto que surpreendeu os médicos, que não acreditavam na sua recuperação.

Jennifer Silva

Folha Universal (Michele Francisco)

Fonte: Folha de Portugal