4 tentativas de suicídio por causa do bullying

bulling

Raquel sofria em silêncio… todavia, os sucessivos anos de maus-tratos, maioritariamente, psicológicos deixaram marcas profundas, que levaram a um ódio próprio inimaginável

Revoltada, deprimida e a sentir um vazio interior muito grande… talvez esta descrição corresponda à realidade de muitos jovens, porém, o caso de Raquel era bem diferente.

“A revolta que eu sentia era por causa das situações que me aconteciam… nada dava certo para mim e, por esse motivo, era revoltada com tudo ao meu redor.

Esta revolta deu-se a partir dos meus nove anos, pois, na escola, devido ao meu aspeto físico, sofria de bullying. Tratavam-me mal, o que me veio a causar muitos complexos de inferioridade.

Devido ao estado em que me encontrava, não socializava com ninguém, não tinha amigos, e, mais tarde, acabei por tentar o suicídio quatro vezes.

A primeira vez foi aos 10 anos, com comprimidos. A segunda com 12 para 13 anos, com álcool, pois vinham muitos pensamentos negativos à minha mente, que me diziam para me matar, afirmando que ninguém gostava de mim, nem a minha própria família. E, aos meus 17 e 18 anos, tentei mais duas vezes.

Passei também a ter problemas de saúde, como pedras na vesícula… sentia que podia estoirar a qualquer momento, pois ainda acumulava a depressão e a insónia.”

TRATAMENTO “ANTI-BULLYING”. O Centro de Ajuda da Igreja Universal entrou na minha vida através de um convite de uma prima minha que já frequentava o local. Ela convidou-me por ver o estado em que eu me encontrava, pois andava muito triste, com depressão e até já ouvia vozes, que diziam para que eu me matasse.

Comecei a frequentar as reuniões e a realizar os propósitos, dando início ao meu processo de libertação. Durante este processo, desapareceram a pedra na vesícula, a depressão e o desejo de suicídio.

Hoje, sou uma jovem feliz, sem todos os problemas de saúde que referi e realizada sentimentalmente. Hoje em dia, estou casada, de facto, sou uma outra pessoa!

Raquel Drumon – CdA de Ribeira Brava

Fonte: Folha de Portugal