“Com 8 anos planeei o meu suicídio”

A agressividade da mãe e uma posterior desilusão sentimental conduziram Diana à beira do abismo, vendo o fim da sua vida como a única solução

“Odiava a minha mãe por ser uma pessoa agressiva, mas ela era assim porque o meu pai também era agressivo com ela e acabou por abandoná-la para ficar com outra mulher. A minha mãe descarregava, então, a raiva e a frustração dela em mim.

Sentia-me muito sozinha e abandonada e, com 8 anos apenas, planeei o meu suicídio. Preparei uma carta de despedida e tentei atirar-me da janela. Foi aí que começou o meu tormento!

Passado uns anos, tentei-me envolver sentimentalmente com um rapaz, mas quando estava longe dele tinha saudades e quando estava perto sentia ódio. Era tudo tão confuso que o deixei, mas afundei-me numa depressão.

Deixei o emprego onde estava prestes a ser efetiva e envolvi-me com a bruxaria. Consultava o meu futuro, fazia oferta de alimentos, bebia água com elementos estranhos, tomei banho com sangue de animais… mas, o meu estado só piorava, chegando mesmo a pensar novamente no suicídio. Eu não já queria existir e sentia um vazio profundo na minha alma!

Ouvia passos de alguém a seguir-me e sentia algo a puxar as minhas pernas na cama à noite, enfim, era um tormento tão grande que ganhei pavor de dormir à noite.

Passei a sair de casa à noite, para poder dormir de dia. O tormento na minha cabeça era tanto, que eu gritava comigo mesma para as vozes pararem!”

Ajuda. “Mudei de país para tentar mudar a minha vida, mas não resultou. Entretanto, regressei a Portugal porque a depressão era muito profunda.

Assim que cheguei, voltei a procurar ajuda em várias igrejas e bruxos, mas somente quando vi o programa de TV do Centro de Ajuda da Igreja Universal, “Por detrás dos factos”, é que decidi vir procurar ajuda e encontrei.

Então, passei a conseguir dormir, a ter paz, a ter forças para lutar contra a desunião com a minha mãe e a descobrir o amor que tanto procurava na minha vida sentimental. Hoje, sou obreira, tenho paz, amor e sou muito feliz.”

Diana Cabral, CdA Loures

Fonte: Folha de Portugal