A recompensa

Quando cheguei à Igreja estava doente, pois, tinha um problema na cabeça que me fazia sentir muito mal, ficava com o corpo todo a tremer e muito fraca. Na altura, fiz vários tratamentos! Só que a minha saúde era muito frágil, já que apanhava gripes constantemente, mesmo antes de ter este problema na cabeça. E, quando tinha 17 anos, tive um princípio de broncopneumonia e, a partir dessa data, fiquei muito debilitada.

Cheguei ao CdAE através de um convite de um senhor conhecido que estava na Igreja, que tinha uma oficina que eu frequentava e também ouvi falar dela através da programação televisiva. Juntei as duas situações e, um dia, resolvi ir ao Centro de Ajuda em Faro. Sei que a minha libertação foi muito rápida e, hoje, estou completamente mudada! E costumo participar nas Fogueiras Santas, tendo a última sido a que me marcou mais, porque recebi uma bênção que foi muito grande para mim”.

PELA FAMÍLIA
“Fiz o meu sacrifício em prol do meu fi lho, que estava metido nas drogas. Entreguei o meu ordenado e também valores extra que recebia, mas que não gastava, porém, fi -lo porque quis, de livre e espontânea vontade! O meu filho consumia drogas desde, mais ou menos, os treze anos, das leves até às pesadas. Fumava muito, consumia muito álcool e fazia uma vida noturna constante. Ainda por cima juntara-se com uma pessoa que também consumia droga. Foi uma fase muito problemática! Ele chegou mesmo a trafi car e a estar preso. E eu assisti ao meu próprio fi lho a ser condenado a sete anos de prisão! Com o sacrifício que fiz, o objetivo era que Deus me ajudasse a transformar o meu fi lho. E assim foi! Ele largou todas as drogas e, hoje, não consome mais nada! Foi liberto e até deixou a rapariga com que andava, voltando para casa. Agora vive comigo, com o pai e a irmã. Hoje, ele cuida muito bem do físico, anda num ginásio, faz ioga e tem uma boa alimentação. É muito cuidadoso!”.

PELA VIDA PROFISSIONAL
“Mais tarde, consegui também concretizar um sonho antigo. Há dez anos que eu e o meu esposo planeávamos abrir um negócio de venda de energia solar. E este meu pedido fi -lo noutra Fogueira Santa, há sensivelmente seis anos. Contudo, o meu esposo não estava muito convencido quanto à sua concretização, pois, achava que era um grande investimento, que era difícil e que não iríamos conseguir. Só que, mais tarde, sem mais nem menos, o Banco contactou o meu esposo e disse-nos que estavam a facilitar a situação para quem queria montar estes painéis e que eles podiam tratar daquele assunto juntamente com a EDP, devido a um protocolo com a mesma. E foram eles que trataram de tudo! Nós só assinámos e pagámos as mensalidades. O primeiro investimento já está quase pago e estamos a ter lucros. E já pensamos em mais investimentos!”.

ERMESINDA DAMAZO – LOULÉ