Acreditei

“Quando cheguei de Angola, fui para o norte de Portugal e comecei a trabalhar. Na altura, ganhava 7 euros e 50 cêntimos por dia, isto com 9 horas de trabalho. Entretanto, ouvi falar no totoloto e comecei a jogar. Passava os fins de semana a gastar dinheiro à espera de ganhar alguma coisa. Pouco tempo depois, vim para Lisboa e o meu primeiro patrão daqui era da Igreja. Ia trabalhando e o salário começou a ser melhor, mas não conseguia poupar, porque continuava a gastar tudo no jogo.

Então, um dia, vi aquela que viria a ser a minha mulher e, na altura, disse para mim mesmo: ‘se Deus me desse aquela miúda, casava-me com ela’. Acabei por conhecê-la, mas, entretanto, adoeci e ela começou a falar-me da Igreja Universal. Na altura, trabalhava um mês e ficava, praticamente, 15 dias de cama, porque tinha duas hérnias discais.

Mas, um dia, decidi vir ao CdAE e o pastor falou comigo, fazendo despertar algo em mim. Eu até achava que acreditava em Deus, no entanto, nada mudava na minha vida. Nessa altura, participei na Fogueira Santa e fiz o meu voto. Até já tinha uma operação marcada, mas resolvi não a fazer, dizendo ao médico que acreditava que Deus me ia salvar.

No outro dia fui trabalhar e comecei logo com trabalho pesado. Apesar de o meu chefe me dizer para não fazer esforços, continuei, pois, acreditava que já estava curado, mesmo antes de cumprir o meu voto. Nos dias seguintes, já me sentia bem. Entretanto, veio outra Fogueira Santa e participei de novo. Assim que cumpri o meu voto, duas semanas depois, um dos meus melhores clientes convidou-me para remodelar a sua casa. Lembro-me que trabalhava nesse projecto, depois de sair do meu outro trabalho.

E começaram a aparecer mais propostas e eu não conseguia dar resposta a tudo. Então, decidi começar a trabalhar por conta própria. Hoje, tenho 10 pessoas a trabalhar comigo e está tudo a correr bem. Também no casamento e na família está tudo bem! Temos a nossa casa, a carrinha para o trabalho e já não gasto mais dinheiro em jogo.”

José Luís