“Assisti ao suicídio do meu pai”

IMG_6974O meu sofrimento começou desde muito cedo, pois, aos 18 anos assisti à morte do meu pai…”, conta Vanda, tendo sido o suicídio do seu progenitor que ditou o fim dos seus sonhos.

Para agravar a sua situação, mais tarde Vanda veio a tornar-se vítima de violência doméstica.

“Não trabalhava, posso dizer que não tinha motivos para viver, tanto que tentei o suicídio com os comprimidos prescritos, já que estava a ser seguida na psiquiatria. Tinha-me sido diagnosticada uma depressão crónica, por isso fui acompanhada por um psiquiatra durante anos, o qual me prescrevia ansiolíticos e comprimidos para dormir, mas nada fazia efeito. Tinha insónias constantes, era horrível.

Mesmo com dois filhos pequenos, não tinha vontade nenhuma de viver, por isso fui ao fundo do poço.”

CORRENTE DE LIBERTAÇÃO. “Sem vontade sequer de me levantar da cama, tinha muitas discussões com o meu marido. Também por não estar a trabalhar, dependia dele e das outras pessoas. Separei-me durante um ano, comecei a beber e deixei de cuidar dos meus filhos, pois deixava-os em casa quando saía à noite… e foi nesta condição que cheguei ao Centro de Ajuda, convidada por uma amiga da família.”

mudanca total. “O meu sofrimento só terminou quando comecei a fazer as Correntes de sexta-feira, no CdA. Com o tempo (não foi de uma hora para a outra), consegui endireitar a minha vida.

Hoje, estou bem. Tenho dois filhos abençoados, tenho o meu trabalho e a minha vida financeira estável. Voltei para casa e durmo bem à noite. Estou completamente transformada!”

Vanda Feire, CdA Machico

Fonte: Folha de Portugal