O pior pesadelo de um pai

O pior pesadelo de um pai…assim se pode definir a vida de Calapino durante mais de três anos, enquanto via a filha definhar à sua frente à espera de um transplante image2

Foi detetado um problema na medula óssea da minha filha, o sangue não se reproduzia e existiam várias complicações. Ficámos à espera de um dador, pois ela precisava urgentemente de um transplante e estava inscrita num painel internacional. Durante três anos, aguardámos por um dador e ela ia fazendo transfusões de sangue regulares, de 15 em 15 dias.

Foi uma luta muito grande para todos nós e no hospital só nos diziam coisas negativas. A médica dizia que era um tratamento complicado e que podiam surgir efeitos secundários, mas eu não aceitava nada disso!

Recordo-me que saía de noite de casa e ia ao hospital ungir as portas onde a minha filha ia ser tratada. Corremos inúmeros hospitais, mas mantive sempre a minha Fé, pois tinha a certeza de que a minha filha ia ser curada.

Dentro de mim, como pai, não aceitava que a minha filha estivesse naquele estado grave de saúde e não a ia perder para nenhuma doença”, conta.

Perseverança e cura
“Apesar dos resultados dos exames da minha filha não serem bons, eu não desistia e perseverava. Finalmente, foi achado um dador e a minha filha ficou um mês internada no IPO de Lisboa. Estava isolada no quarto apenas comigo. Depois do transplante, a minha filha ainda teve diabetes, convulsões, tensão alta… Ela esteve um ano sem ir à escola e eu sacrifiquei o meu trabalho para cuidar dela. Na altura, chamava os professores para lhe darem aulas em casa porque, como ela tinha as defesas em baixo, não podia sair de casa.

Quando surgiu a Campanha de Israel, entrei com toda a minha força, mas os resultados não vieram logo. Entretanto, o médico começou a retirar os medicamentos um a um à minha filha e hoje ela está completamente curada. Agora, faz uma vida completamente normal, vai à escola e está no 5º ano”, diz aliviado.

Calapino Pragfi