“Comia restos da feira”

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“Tinha um bom emprego, ganhava bem, tinha automóvel e outros bens.

Mas, fui vítima da inveja de vizinhos e perdi tudo. Para sustentar a minha família vendi carros, eletrodomésticos, móveis, até que passei a depender de doações para vestir a mim e às minhas filhas. Para alimentá-las apanhava restos de frutas e verduras no final da feira.

Chegámos a morar numa barraca… situação que se estendeu por cinco anos.

Aprendi a combater o mau olhado e a inveja no Centro de Ajuda. Aos poucos, a minha vida foi sendo restabelecida. Hoje em dia sou proprietária de um salão de cabeleireiro, tenho casa própria, imóveis alugados, os meus filhos estão formados e esses males não me atingem mais.”

Anice Ribeiro, cabeleireira

Fonte: Folha de Portugal