“Convenci o meu marido do plano de suicídio”

CasosReais-SilviaTavaresOs nervos e o stress, normalmente, são sintomas que aparecem juntos e como consequência de diferentes situações, mas deixar que estes o definam é uma escolha sua.

Sílvia, era uma mulher nervosa, complexada, stressada, a ponto de qualquer situação a levar a baixo.

“Passava os meus dias completamente desequilibrada, desanimada e culpava a todos pelos meus problemas. Chegava a um ponto, em que tinha vontade de vingar-me das pessoas e prejudicá-las”, confessa.

Além de ter um grande transtorno dentro de si, a sua condição física também estava afetada, pois sofria de constantes dores de cabeça há dez anos e tomava vários comprimidos, sem alcançar qualquer benefício.

“Em casa era uma grande confusão, estava constantemente a discutir com o meu marido e com os meus filhos, não me calava e a minha vontade tinha de ser feita a todo o custo.

A nível financeiro, estava tudo destruído. Encontrava-me desempregada há três anos, o que fazia com que o sentimento de culpa e impotência aumentasse a cada dia.

Cheguei ao fundo do poço, e ali, pensei que a única solução fosse tirar a minha própria vida.

Convenci o meu marido do plano de suicídio, no qual morreríamos nós e os nossos filhos, porém, havia algo que me impedia de o concluir”, conta.

O sacrifício

“Tive a oportunidade de conhecer o Centro de Ajuda, mediante a situação que estava a viver, e cheguei na altura de uma Fogueira Santa.

Participei nas reuniões, ouvi a direção que era dada pelos pastores, e ali nasceu uma revolta, não contra as pessoas, mas contra os problemas e a situação que estava a viver.

Tomei a atitude de sacrificar e coloquei toda a minha força por uma transformação de vida.

Depois de sacrificar, houve uma mudança interior em mim, deixei de discutir com o meu marido e com os meus filhos, e passei a ser uma pessoa positiva e determinada.

Estou livre das dores de cabeça constantes, tenho paz, e hoje quero viver e levar vida aos que mais precisam”, conclui Sílvia.

Sílvia Tavares, CdA Funchal (Rua D. Carlos I, nº11)