Débora Neves

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Era uma jovem triste, angustiada, sentimental, emotiva e sofrida. Sofria com várias enfermidades, inclusive, aos 14 anos fui operada à coluna e aos 18 foi-me diagnosticado um linfoma no peito. Quando fiquei doente, lutei pela minha cura, mas era sempre uma pessoa muito triste, angustiada e negativa. Tinha ainda falta de apetite, o que prejudicou ainda mais a minha recuperação. Acabei por ter uma depressão muito forte, também derivado à minha vida sentimental, uma vez que sempre sofri muito no amor. Não dava certo com ninguém, sempre que tentava existia uma barreira que nunca me deixava ser feliz. Tentava fazer tudo para agradar, para fazer essa pessoa feliz, mas ela nunca conseguia ver aquilo que, realmente, queria fazer. Isso tanto na minha família como na minha vida sentimental.

Existiam também muitas discussões com a minha família, uma vez que não me compreendiam. No fundo, não compreendiam o que eu sentia, já que tudo era culpa da idade. Mas eu sabia que dentro de mim existia alguma coisa que não estava bem, já que me sentia triste, mal, em baixo”, conta Débora.

Tudo em vão
“A primeira pessoa a frequentar o Centro de Ajuda foi a minha mãe que começou a interceder por mim a Deus e assim fui curada. Contudo, ela acabou por se afastar e envolver com a bruxaria. E eu acabei também por me envolver com a bruxaria e comecei a trabalhar. Tirei um curso de tarot, mexia com o livro de São Cipriano, batizei-me nas águas em favor da deusa do mar Iemanjá, etc… porque acreditei que aquilo era o meu futuro, que ia ajudar as pessoas, já que era esse o meu desejo. O meu quarto estava cheio de imagens a quem pedia em favor da minha vida sentimental, da minha família. Acreditei que agora ia ser curada e começar uma nova vida, sendo, finalmente, feliz. Mas foi ali que a minha vida piorou completamente! Comecei a ver vultos e a ter premonições. Nunca tive um emprego, a minha vida sentimental nunca deu certo e na minha casa existia mau ambiente, não havia paz”, admite.

Três anos de luta
“Foi, então, que abandonei os bruxos e cheguei ao Centro de Ajuda com a minha mãe. Lembro-me que entrei ainda com as guias ao pescoço, porque não acreditava que ali houvesse uma solução. E que, nesse dia, não acreditei numa única palavra que o pastor me disse. Contudo, comecei a participar nas reuniões de libertação, onde demorei quase três anos até ficar livre. Demorou porque não sabia alimentar-me da Palavra de Deus, pois assistia às reuniões, orava e buscava o Espírito Santo, mas nada entrava dentro de mim. Até que há pouco tempo determinei a minha libertação, sacrifiquei voluntariamente na Campanha de Israel, vendendo todos os meus pertences numa feira, abrindo mão do meu subsídio e Deus respondeu-me!

Hoje, estou livre, sou feliz, tenho forças para lutar pelos meus sonhos, objetivos e conquistar aquilo que quero. Ainda passo por problemas no meu dia a dia, mas tenho forças para os superar. Não me deixo desanimar, já não sou sentimental, nem emotiva! Hoje, consigo controlar quem sou”, comemora Débora.

DÉBORA NEVES