Diogo Santos

diogo_cdaQuando o lar deixa de ser um refúgio e passa a ser um inferno, muitos jovens revoltam-se e refugiam-se nos vícios

Sentia um grande vazio dentro de mim devido à situação existente entre os meus pais. Havia discussões e violência doméstica. Na altura, ficava apavorado e cheguei a ver o meu pai ameaçar a minha mãe com uma faca. Essa situação durou desde a minha infância até aos meus 13 anos, quando os meus pais se separaram.

Sentia uma angústia e uma revolta muito grandes dentro de mim e tinha ódio do meu pai. A fim de tentar preencher o vazio que sentia, comecei a ir para discotecas, a fazer noitadas, a fumar e a beber. Quando chegava a casa aquela emoção da noite desaparecia e sentia-me triste novamente.

Para além disso, comecei a ver vultos e nem sequer tinha uma relação de amizade com a minha mãe. Ela convidava-me sempre para ir ao Centro de Ajuda (CdA) e eu recusava, dizendo sempre mal da Igreja. Porém, a minha mãe nunca desistiu de mim!”, conta.

Fuga

“Cá nunca tinha trabalho certo, pois todas as portas se fechavam para mim. Quando, finalmente, conseguia algum trabalho corria sempre alguma coisa mal. Para além disso, fiz um crédito para pagar o que devia e fiquei com uma dívida enorme por estar desempregado. Foi, então, que decidi fugir para Inglaterra.

Quando lá cheguei continuava sem qualquer perspetiva de emprego, mas, entretanto, o pai de um amigo convidou-me para ir lá a casa a uma festa. Quando lá cheguei estava a decorrer a ‘Festa do Pão’ e estava lá um bispo que me disse para ir a um determinado sítio, pois lá encontraria uma porta aberta. Então, fui até ao CdA, de onde entrei vazio e saí cheio de paz. Desde esse dia, passei a ser dizimista e ofertante e, em apenas dois meses, consegui emprego. A partir daí, começou o meu processo de libertação e, em sete semanas, deixei as noitadas, os vícios,
as raparigas…”

O regresso

“Deus abriu-me realmente as portas! Comecei a prosperar no trabalho, pois o meu chefe começou a confiar muito mais em mim. Entretanto, tive uma oportunidade de voltar para Portugal e decidi regressar. Passado um mês, tive uma oferta de trabalho.

Nessa mesma altura, decidi ingressar na Força Jovem e comecei a compreender melhor a Palavra de Deus e a praticá-La. Mas ainda não tinha palavra, pois começava os meus votos e não os terminava. Ainda continuava rebelde com a minha mãe e foi aí que pedi força a Deus. Entretanto, Ele começou a abençoar-me, pois fui batizado com o Espírito Santo nesta última Fogueira Santa. Hoje, sou um jovem feliz e o meu relacionamento com a minha mãe mudou totalmente, ajudo-a e converso muito com ela”.

Diogo Santos

CdA da Cruz de Pau
(R. da Cordoaria, Qtª. das Cordas, nº 42, Vale dos Gatos – Amora)