“Entrava em pânico se não visse pornografia”

juliaDesde muito nova Júlia começou a assistir pornografia, primeiro porque os adultos viam com ela presente e depois acabou por se tornar uma dependência

Comecei a ter contacto com o mundo da pornografia aos quatro anos, pois as pessoas mais velhas assistiam à minha frente e diziam-me para não contar nada a ninguém. Passei a olhar para este tipo de comportamento como normal e criei a ideia de que era uma forma de obter prazer.

Passado algum tempo, passei a ser molestada, mas nunca senti vontade de denunciar estes atos porque os via como perfeitamente normais.

Recordo-me de existirem muitos problemas no casamento dos meus pais e de o meu relacionamento com os meus irmãos também não ser bom. Como me sentia rejeitada e esquecida, tornei-me uma jovem muito carente. Então, comecei a procurar preencher essa carência com o consumo de pornografia, pois via os atores e as atrizes a serem admirados e desejados. Queria sentir-me como eles e elas se sentiam, pois quando assistia pornografia sentia uma sensação de bem-estar.

Comecei a ficar dependente destes conteúdos e sentia-me agoniada porque sabia que estava errada. Com esta prática comecei a ter outros maus hábitos, como a masturbação. Passava horas e horas na Internet e, se ficasse sem acesso, entrava em pânico e sentia-me muito nervosa.

Passei a ter pesadelos, a isolar-me, a não ter amigos e a não conseguir ter diálogo com os meus familiares. Cheguei ao ponto de sentir vergonha de mim! A minha vida sentimental estava destruída por não conseguir valorizar-me e aceitava a pornografia nos relacionamentos que tive.”

Libertação. “Quando conheci a Igreja Universal, comecei a lutar para mudar esta situação. Em primeiro lugar, comecei a tratar do meu interior e, quando deixei de sentir essa carência, percebi que podia vencer tudo. Mas a mudança total só aconteceu quando descobri o poder do perdão, pois consegui perdoar os meus familiares e os meus amigos. Passei a sentir-me livre!

Tudo isso só foi possível quando recebi o batismo com o Espírito Santo, pois aprendi como deveria agir e como ser mais forte para superar todos os traumas e carências interiores. Hoje posso dizer que sou uma nova mulher e que estou de bem com a vida.”

Júlia, CdA Cruz de Pau

Fonte: Folha de Portugal