Família Unida

Desde os cinco anos de idade que Maria não tinha uma vida descansada, sentindo-se constantemente mal e não conseguindo dormir. Esse mal- -estar prolongou-se durante a sua adolescência e até depois de casada, pois, “as noites para mim eram um inferno”, confessou. Para além disso, ainda era atormentada por outros medos, confessando que “via fogo, ouvia vozes e via vultos”. E, depois de estar casada, teve alturas em que estava de tal forma atormentada que saiu mesmo de casa, durante a noite sozinha e em camisa de dormir. “O meu marido ficava em choque e achava que eu estava a ficar doida”, confessou. E eu “sentia-me muito mal com aquela situação… Foi muito difícil!”.

Maria não se sentia bem com ninguém, nem em lado algum, achando-se incompreendida, principalmente pelos seus pais, os quais lhe diziam que todos os seus problemas eram derivados do sistema nervoso. Com o tempo, começou a tomar muita medicação, mas, “continuava sempre na mesma”, disse.

UMA ESPERANÇA
Quando decidiu casar, fê-lo com a esperança de uma mudança de vida e no sentido de tentar curar-se, pois, Maria pensava que o seu mal residia no facto de continuar a viver com os pais. Depois de se casar foi para o Algarve e confessou que foi nesse momento que pensou que sua vida iria mudar. “Mas, no dia do meu casamento, amaldiçoei-o, quando cheguei ao altar! ”, contou Maria. Mais tarde, conheceu o Centro de Ajuda Espiritual, através de um convite de uma colega de trabalho: “quando comecei a participar nas reuniões, algo começou a mudar na minha vida e na da minha fi lha”. Tendo Maria, entretanto, explicado que entrou no CdAE à procura de uma transformação de vida para as duas.

FAMÍLIA UNIDA
Há mais de sete anos que frequenta a Igreja e desde o primeiro ano que tem participado em todas as Fogueiras Santas. Contudo, houve um propósito, em particular, que a marcou mais do que todos os outros, o qual esteve relacionado com a sua família. Durante muito tempo, o seu marido não aceitou que ela frequentasse a Igreja, mas, então, decidiu pedir uma transformação nesse sentido: “queria muito que ele viesse comigo e foi por ele que fiz o meu sacrifício. Tudo o que tinha, dei no Altar e o resultado foi positivo”, contou. E, um mês depois de ter completado o seu propósito, Maria viu o marido entrar na Igreja ao seu lado e “ficar firme com Deus”. A partir desse dia, a família ficou mais unida e todos os problemas começaram a ser resolvidos de outra forma. “Foi uma mudança enorme e uma vitória no nosso casamento”, declarou Maria, adiantando que hoje está, finalmente, bem e que a sua vida “é outra!”.

MARIA CÉLIA CARVALHO – PINHAL NOVO