“O desejo de suicídio desapareceu.”

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“No princípio, os meus pais até tinham uma boa relação, tendo tido sete filhos. Mas, quando chegámos à adolescência, os problemas começaram.

Roubávamos bens aos meus pais para conseguirmos dinheiro, saíamos à noite… o que levava os meus pais a discutir muito, pois a mãe defendia sempre os filhos.

Inclusive, chegou ao ponto de o meu pai sair de casa. Entretanto, como ele sofria com um problema no estômago, acabou por falecer.

Foi nesse momento que tive de começar a trabalhar na construção e todo o meu rendimento era destinado ao sustento da família”, relata.

Também na vida sentimental, as coisas não lhe corriam de feição, tal como Domingos conta. “Tive um relacionamento que não deu certo, devido a uma traição. A rapariga chegou a dizer-me inclusive que se não ficasse com ela não ficaria com mais ninguém.”

A situação de Domingos continuou a piorar após essa relação frustrada. “Depois disso, comecei a beber, não dormia à noite e tentei o suicídio por duas vezes, sempre às escondidas da minha mãe. Para além disso, sofria com um desvio na coluna, que me levava a perder a sensibilidade nas pernas e a cair onde quer que fosse”, confessa angustiado.

Felicidade sentimental. “Através de um irmão que já conhecia o trabalho do Centro de Ajuda, recebi um convite para buscar uma mudança de vida. Ao participar nas reuniões da Saúde, fui curado da coluna e, através das reuniões de Libertação, consegui voltar a dormir novamente, deixei de lado a bebida e o desejo de suicídio desapareceu.

Fazendo uso da minha fé, participei na Fogueira Santa pela minha vida sentimental e, depois de muito sofrer, conheci a minha atual esposa no CdA. Fomo-nos conhecendo e, ao fim de seis meses de namoro, casámos. Somos casados há nove anos e temos uma filha abençoada.”

Domingos Pimentel Cabral, CdA Ponta Delgada

Fonte: Folha de Portugal