Flávio Oliveira

Falvio_Antes3Flávio cresceu num lar cristão, mas nem assim se conseguiu manter afastado das ilusões do mundo que o levaram à destruição.

A partir dos 18 anos, depois de insistir muito, os meus pais deram-me liberdade de escolha e passei a ser responsável pelos meus atos. Foi assim que, depois de terminar o ensino secundário, entrei no mundo da noite.

Comecei a trabalhar num bar e o meu dia a dia passou a ser de bar em bar, discoteca em discoteca, festas atrás de festas, loucuras atrás de loucuras. Frequentava raves, nas quais me envolvi com várias mulheres, muito álcool e todo o tipo de drogas.

Todo aquele ambiente trouxe a destruição para dentro da minha casa, onde deixou de existir comunhão familiar e passou a reinar a frustração sentimental e o desequilíbrio emocional”, conta Flávio.

Flavio_Antes2Uma vida de vazio e tristeza

“Tive vários acidentes de carro, fiquei sem carta de condução, entrei em coma algumas vezes e tornei-me uma vergonha para a família. Cada vez se tornava maior o vazio e a tristeza dentro de mim.

Para tentar preencher esse vazio fiz do ginásio a minha segunda casa e fiquei dependente de suplementação, chegando a tomar sete suplementos diferentes por dia.

Tornei-me uma pessoa completamente desequilibrada, depressiva, sofria de insónias, ansiedade, insegurança e complexos de inferioridade.

O meu fundo do poço foi a morte do meu pai, que me abalou bastante. Mesmo assim desprezei os últimos momentos de vida dele, procurando esconder a fraqueza que carregava dentro de mim”, admite.

Falvio_HojeA transformação

“Foi neste estado que cheguei ao Centro de Ajuda. Desde o primeiro dia que nasceu em mim a esperança de que tudo podia ser diferente, tudo poderia mudar! Após dois meses, deixei todos os vícios e venci a depressão.

Encontrei, finalmente, o verdadeiro sentido da vida, passei a valorizar o mais importante. A paz na minha família foi totalmente restaurada, os complexos e as inseguranças desapareceram e hoje sou feliz. Hoje tenho vida dentro de mim e passo essa mesma vida para outras pessoas. Eu calculei bem a Torre que estava a construir.

Flávio Oliveira, CdA de Cascais – Av. 25 de Abril, nº 25