INDEPENDÊNCIA

Foram quase 20 anos a viver uma vida que não a preenchia, contudo, Maria Carvalho não entendia porque é que não conseguia ser feliz a 100%, isto até ao dia em que recebeu um convite

Quando entrei no CdAE era uma pessoa muito nervosa, com muitas insónias, passava as noites sem conseguir dormir e só conseguia descansar depois de tomar medicação. Passava o tempo a chorar, porque tinha perdido o meu marido há pouco tempo. E foi só após a sua morte que comecei a ter todos estes sintomas. Com a intenção de procurar ajuda, cheguei a fazer parte, durante quatro anos de um centro espírita. Mas, as coisas só pioravam! Nessa altura, estava mais nervosa e temperamental do que nunca, mal chegava a casa, e ao mínimo pormenor, exaltava-me. Não conseguia ter paz dentro de mim! Até ao dia em que uma amiga me convidou para ir ao CdAE.

Quando entrei na Igreja no Pinhal Novo, o pastor fez-me uma oração e viu como eu estava a sofrer com problemas espirituais. Levei bastante tempo para me libertar, pois, não foi num passo de magia! Foi a minha perseverança e as participações nas correntes de libertação que me ajudaram”.

“NÃO ATA, NEM DESATA”
“No início, não sentia que a minha vida estava a evoluir, porque eu era, como diz o ditado popular: ‘crente Raimundo, pé na Igreja e pé no mundo’. Mas algo estava a mudar dentro de mim e eu não percebia! Fui gradualmente sentindo uma transformação no meu interior, a sent ir-me mais calma e os pensamentos suicidas e a vontade de morrer desapareceram. Foi aí que me tornei dizimista, mas mesmo assim, as coisas pareciam não acontecer! O problema é que estava muito fixada na minha vida sentimental, deixando de lado o meu lado espiritual, financeiro, etc. Então, comecei a frequentar mais a Igreja, a realizar as correntes e iniciei-me nos propósitos e na Fogueira Santa. Mesmo assim, nada acontecia, pelo menos nada do que eu queria! Até que percebi que o que Deus queria de mim era a entrega da minha vida. Foi, então, que comecei a sacrificar pela minha vida espiritual”.

O DIA DA MUDANÇA
“Chegou o dia em que participei na Fogueira Santa, mas desta vez para ver uma mudança na minha vida profissional e financeira, pois, tinha muitas dívidas e queria sair daquela situação o mais rapidamente possível. E, mesmo antes de entregar o meu sacrifício, fui ao Banco porque tinham-me informado de que iria conseguir um empréstimo, mas, à última da hora, este foi recusado. E foi nesse momento que entendi mesmo que Deus só queria o meu coração a 100% e não o meu dinheiro! Em dezembro, estava a sacrificar na campanha de Israel, tanto espiritual como financeiramente, dando tudo o que tinha, sem que ninguém me obrigasse. E, em janeiro, já tinha o meu próprio negócio! Ou seja, mesmo assim, com todos os problemas e demoras, no período de um ano e alguns meses, consegui abrir o meu negócio. Mesmo depois de ter o meu projeto para o negócio novo, continuava sem ter nenhumas condições financeiras, mas Deus deu-me mais uma prova da sua força, cedendo-me um sítio com tudo. Sem precisar de pagar caução, pude começar a trabalhar com tudo pronto, de forma a poder ganhar algum dinheiro.

Recordo-me que, antes de entrar para a Igreja, trabalhei durante 18 anos na função pública e que, antes de me despedir, pedi férias e licença sem vencimento. Só que, ao fim desse tempo, tive a certeza absoluta de que não iria trabalhar mais por conta de outrem e despedi-me. E embora a minha família não me tenha apoiado desde o início, porque estava trocar o certo pelo incerto, estava decidida. Já há dois anos que tenho o meu negócio e está tudo a correr bem! Não precisei de recorrer a empréstimos e estou a colocar a minha vida em dia. Graças a Deus, está tudo bem! E, hoje, sinto-me uma pessoa feliz, com paz e alegria”.

MARIA CÉLIA CARVALHO – PINHAL NOVO