Leslie Mendes

A base de uma sociedade é a família e, quando esta não se encontra bem alicerçada e devidamente protegida, o mal entrará a causará danos

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As dificuldades começaram quando eu tinha apenas onze anos. Tinha problemas para dormir e muito medo do escuro. Cresci num ambiente muito mau e via constantemente os meus pais a discutir.
Vivíamos na miséria e por todo este cenário ao meu redor, era atacada por pensamentos negativos.

A relação entre mim e a minha mãe era tudo menos boa. Discutíamos todos os dias e por causa de todo sofrimento que passávamos em casa, comecei a odiar todos, principalmente a minha mãe.

Desejava a sua morte e também queria desaparecer da face da terra. Era uma adolescente muito agressiva e tinha explosões de raiva.

As discussões eram diárias, não me dava bem com ninguém, nem mesmo com os meus próprios irmãos. Discutíamos como se fossem totalmente estranhos.

Não me sentia amada e fiquei com sérios complexos que me impediam até de me ver ao espelho para os evitar… Tinha, diariamente, pensamentos de suicídio e cheguei mesmo a tentar suicidar-me por três vezes…
A primeira vez cortei-me, numa segunda tentativa tentei saltar do terceiro andar e, por último, fiz uma mistura de vários medicamentos. Sentia um enorme vazio dentro de mim e chorava quase toda noite até dormir…”, desabafa Leslie.

Os verdadeiros passos para a mudança
“Através da minha mãe conheci o Centro de Ajuda (CdA) e o grupo Força Jovem. No início, a única razão pela qual eu permaneci na Igreja, foi mesmo o Força Jovem. Ali vi que os jovens realmente eram felizes e isso era algo que eu não conhecia, era novo para mim.
Havia um calor humano naquele grupo que me atraía. No Força Jovem comecei a perceber que afinal eu não era um caso impossível e, através do apoio e direção que recebi, fui capaz de dar os passos para mudar. Aprendi a perdoar e a amar-me.

Todas as quartas, sextas e domingos, ia ao CdA, onde aprendia a usar a força da Fé para ser a pessoa que hoje sou.

Atualmente, tenho uma verdadeira alegria no meu interior, consigo amar-me e amar os outros e sou realmente feliz.

Durmo bem, nunca mais fui atacada por pensamentos de suicídio e todo ódio que eu tinha de mim mesma e dos outros, não existe mais. Agora uso o meu tempo para ajudar os jovens que passam pelo mesmo que eu passei um dia. Eu não era um caso perdido e eles também não são!”, garante.