Marcos Gama

marcos-Gama-Quem vê hoje Marcos Gama elegantemente vestido e com um bom emprego, não imagina que já foi um homem viciado em drogas, que viveu do crime e que era um mendigo

A mudança de vida de Marcos que, para muitos poderia ser considerada impossível, aconteceu quando ele resolveu exteriorizar a vontade de mudar e partir para a luta, com o objetivo de ter a vida digna da qual se orgulha hoje.

“Perdi o meu pai aos nove anos e isso teve um grande impacto na minha vida. Até então sempre havia sido um bom rapaz, mas aos 12 anos comecei a tornar-me num adolescente revoltado e o meu comportamento mudou.

À medida que ia crescendo, tornava-me cada vez mais rebelde. Fumava, em média, seis cigarros de marijuana por dia, bebia muito e chegava a dormir com três mulheres na mesma noite. Farta dessa situação, a minha mãe ameaçou expulsar-me de casa, se eu continuasse com aquele comportamento”, conta.

Mundo do crime

“Na verdade, eu queria mudar, mas não sabia como. E assim, com o passar do tempo, o meu comportamento começou a piorar ainda mais.

Tornei-me líder de um gangue de 35 pessoas em Amesterdão, onde morava na época. Sob o meu comando, os membros envolviam-se em desacatos e lutas, roubavam e destruíam.

Tudo isso durou cinco anos, até que decidi deixar o mundo do crime. A fim de começar uma vida nova, saí da Holanda e vim morar para o Reino Unido. Mas os problemas acompanharam-me.

Quando cheguei aqui, os meus tios prometeram que me iriam ajudar e fiquei um mês na casa deles, mas depois disso expulsaram-me de lá.

Passei a dormir nas ruas e a alimentar-me das sobras do que encontrava no lixo dos restaurantes McDonalds e Nando’s.

Muitas vezes, a comida já estava deteriorada e cheia de bichos, mas a fome era tanta que eu comia assim mesmo…”, confessa.

O caminho para a mudança

“Apesar de toda essa degradação, dentro de mim sabia que havia uma solução para o meu problema, mas não sabia o que fazer para encontrá-la.

A resposta veio quando um amigo me convidou para participar de uma reunião no Centro de Ajuda. Cheguei à Igreja sujo, a cheirar mal, mas mesmo assim fui recebido de braços abertos.

Durante a reunião, disse a Deus que não aguentava mais sofrer, que havia errado, mas que queria uma mudança na minha vida. Para Lhe mostrar a minha fidelidade, passei a participar das reuniões e a dar o meu tudo nas Campanhas de Israel.

Após três anos e meio a frequentar o Centro de Ajuda, tenho orgulho em dizer que agora tenho condições de escolher onde quero morar, posso-me vestir bem e comer nos melhores restaurantes!”, conta, feliz.