Maria Celeste

IMG_6766Maria Celeste viveu uma vida de tormento e de sofrimento constante, até que aos 40 anos, tudo se transformou por completo, através de uma simples palavra.

Houve um casal que me quis comprar ainda eu estava na barriga da minha mãe, mas ela recusou-se e, com medo, não saiu de casa comigo durante cinco anos. Fui alvo de muita pragas e cheguei a estar entre a vida e a morte. Recordo-me de, mais tarde, ter sofrido uma paralisia, devido à febre reumática. Andava sempre muito triste e nunca me sentia bem!

Então, um dia, decidi vir para o Continente com uma pessoa conhecida e fiquei a trabalhar na casa dessa pessoa. Entretanto, conheci o meu marido, tinha eu 18 anos. Tive duas filhas e os meus sogros vieram viver para nossa casa. Mas a minha sogra não gostava de mim e queria que o filho me tirasse as crianças e se fosse embora. Só que o meu marido nunca quis e a minha sogra jurou-me que tinha tentado de tudo para nos separar. Ela chegou mesmo a dizer que preferia ver o filho e as netas num caixão do que a viverem comigo!
Um dia, o meu marido sentiu uma dor e levei-o para o hospital. Sei que os médicos fizeram tudo o que podiam, mas, ao fim de um mês, ele acabou por falecer. Aos 25 anos, fiquei sozinha com duas crianças para criar!”

Um mar de problemas
“Os meus sogros não queriam sair da minha casa, então, fomos a tribunal e aí decidiram que a casa era minha e dos meus filhos. Mas, como os meus sogros eram idosos e não tinham para onde ir, vivi cinco anos de inferno!
Acabei por não conseguir suportar mais aquilo, saí de casa e fui viver num carro abandonado. Entretanto, houve um colega que se aproximou de mim e acabámos por ir viver juntos. Durante dez anos vivemos juntos, mas ele arranjou uma amante e levava-a lá para casa. Ainda tive uma filha com ele, mas com o desespero, tentei matar-me a mim e aos meus filhos”.

Saúde em risco
“Sofria com asma, era incontinente e tive uma nova crise de febre reumática, ficando novamente sem andar. Tive um esgotamento e fui internada. Saí de lá, com a intenção de me atirar para debaixo de um comboio. Mas houve um rapaz que me viu e me falou de Jesus.
Passada uma semana tive uma nova crise de febre reumática e entrei no CdA. A partir desse dia, comecei a ir e foi muito difícil! Mas, aos poucos, fui liberta da vício do jogo, deixei de usar fraldas, a asma despareceu e nunca mais tive nenhuma crise de febre reumática.
Entretanto, os médicos detetaram-me um problema no coração. Um dia, durante uma reunião senti uma forte dor no coração e fiquei internada uma semana. Já estava pronta para ser operada e o pastor foi-me visitar. Há sete anos que estou aqui e nunca fui operada!
Entretanto, surgiu-me outro problema de saúde, pois quando adormecia a minha tensão subia muito e corria o risco de ter um AVC. O médico mandou-me tomar um comprimido para isso, mas eu nunca o tomei e estou ótima. Para além disso, determinei que iria ter um transporte para visitar a minha filha e comprei uma mota de quatro rodas. Hoje sou feliz!”

Maria Celeste, CdA de Sesimbra (Rua da Almoinha, 4 A, Santana)