Maria Mónica

testemunho_cdaMuitas vezes, o ambiente familiar em que crescemos molda-nos e faz de nós pessoas iguais aquelas que tanto criticamos…

Antes de entrar para o Centro de Ajuda (CdA) fui viciada no álcool durante vários anos e chegava a beber um garrafão de cinco litros
de vinho em dois dias.
Vim de uma infância muito complicada. O meu pai era alcoólatra e tratava muito mal a minha mãe e eu presenciava todos os maus tratos.

Conheci aquele que se viria a tornar meu marido e na altura, em parte para fugir à situação que se vivia na minha casa, fui viver com ele. Mas tudo aquilo que eu vi acontecer no casamento dos meus pais aconteceu comigo.

Tive duas filhas e maltratava-as exatamente como a minha mãe também fez, talvez por também ela ser maltratada pelo meu pai, tal como eu também o era pelo meu marido.

Descarregava a minha frustração nas minhas filhas. Depois arrependia-me e quando não estava com elas tinha saudades, fazia planos para chegar a casa e passar tempo com elas, mas fazia exatamente o oposto. Até que o meu casamento, ao fim de cerca de 30 anos, acabou em divórcio.

Saí várias vezes de casa com o intuito de pôr um fim à minha vida… Mas depois pensava nas minhas filhas e não tinha coragem. Mais tarde percebi que já era Deus a guardar-me”, conta Maria Mónica.

O processo de libertação

“A primeira vez que ouvi falar no Centro de Ajuda foi através de um programa de rádio. Comecei a participar nas reuniões e aos poucos comecei a libertar-me. O vício do álcool foi vencido quase de imediato!

Também tinha vários problemas de saúde. Era uma pessoa muito nervosa e tomava calmantes, mas nem assim conseguia dormir e as insónias eram uma constante.

Tinha problemas de vesícula e muitas hemorragias e, quando cheguei ao CdA, uns dias depois deixei de ter as hemorragias.
Depois aos poucos os problemas na vesícula desapareceram também e já não precisei sequer de ser operada. As insónias deixaram de fazer parte das minhas noites e comecei a conseguir dormir sem precisar de tomar calmantes.

Decidi participar na Fogueira Santa para mudar o meu interior e receber o Espírito Santo. Via as outras pessoas darem o seu testemunho e apercebia-me que essas pessoas tinham outra forma de encarar as coisas e de vencer os problemas, que eu não tinha e queria ter.

Hoje sou uma pessoa completamente diferente! Só conseguimos uma verdadeira mudança se, além de ouvirmos a Palavra e as orientações que nos são dadas, sacrificarmos no Altar”, garante.

Maria Mónica, CdA de Trajouce (Lg. do rossio Pequeno, nro 2, s. domingos de rana)