“A minha filha tinha 10% de hipótese de sobreviver”

Uma gravidez costuma ser um momento de felicidade para um casal, mas para Feliciano tornou-se numa luta pela vida da mulher e da filha

“A minha esposa engravidou, mas, aos seis meses de gravidez, ela e a bebé corriam risco de vida. Entretanto, a minha esposa foi transferida do hospital de onde estava para Bruxelas, de forma a tentarem manter a bebé no ventre da mãe durante, pelo menos, mais um mês.

Aos sete meses de gravidez, a minha mulher regressou ao Luxemburgo e a criança nasceu prematura, o que já de si foi um milagre, pois era para a bebé ter morrido. Contudo, passado uma semana, a recém-nascida teve um problema gravíssimo nos intestinos.

Parte do seu intestino secou, 50 centímetros para ser mais preciso. Ela bebia o leite, mas este não passava para fazer a digestão, pois coagulava no estômago. Uma situação gravíssima com apenas 10% de hipótese de sobrevivência!

Para agravar ainda mais a sua situação, surgiu-lhe uma infeção nos intestinos e teria de ser submetida a uma cirurgia, sem garantias de sabermos se ela voltaria de lá viva. Como pai tive de assinar um termo de responsabilidade para ela ser operada, sabendo que a minha filha poderia morrer no bloco. Foi uma dor imensa para mim e para a minha esposa!”

Fé em ação. “Foi, nessa altura, que eu entrei na Igreja Universal, corri para o altar do Deus Vivo e coloquei a minha fé em prática, fazendo o meu voto.

Entretanto, a minha filha foi operada e retiraram-lhe os 50 cm de intestino. Ela, que só tinha 10% de hipótese de sobrevivência, sem qualquer garantia do médico, hoje não tem nenhum problema de saúde.

Inclusive a restrição alimentar que era para ela ter para o resto da vida, devido à retirada de parte do intestino, ela não tem. A minha filha come de tudo e é uma criança saudável, alegre e muito ativa. Tudo graças ao meu voto de fé no altar do Deus Vivo! Yasmim é um milagre nas nossas vidas!”

Feliciano, Universal Luxemburgo

Fonte: Folha de Portugal