O orgulho

“Estou na Igreja desde os seis anos, mas sempre brinquei muito dentro da Igreja, nunca levei as coisas a sério e só usava a fé para conquistar. Nunca me interessei em ter um encontro com Deus. Aos 12 anos guardei uma mágoa de uma tia e aí a minha vida começou a complicar-se. Tornei-me numa pessoa nervosa, brigava muito com a minha mãe e era rebelde. Aos 14 anos comecei a trabalhar e na empresa onde estava cheguei a roubar. Dava o dízimo na Igreja e como conquistava algumas coisas com a fé, achava que Deus era comigo. Hoje sei que isso não é verdade.

Também tive vários relacionamentos frustrados, pois pensava que para ser feliz tinha que ter alguém e culpava toda a gente menos a mim, até que decidi sair do Brasil. Quando cheguei a Portugal os problemas continuaram. Casei, trai o meu ex-marido, com uma pessoa casada e depois disso cheguei no fundo do poço. Não tinha controle da minha vida, vivia pelas emoções.

Comecei a ter insónias, sofria com uma angústia e vazio muito grandes. Não dormi durante 15 dias e o meu orgulho era tão grande que nem ia à Igreja, achava que conseguia fazer tudo sozinha. Quando não aguentei mais liguei para uma obreira e ela fez-me uma oração, o pastor colocou a mão na minha cabeça e naquele dia dormi. Mas, nessa altura ainda estava na Igreja como uma religiosa. Fiz quatro Fogueiras Santas pela minha vida espiritual e sofri muito. Gerei o meu sacrifício com tudo o que tinha e que gostava, coloquei no Altar toda a minha vida. Também posso afirmar que a minha vida só começou a avançar quando comecei a participar no grupo ‘Força Jovem’.

Hoje estou bem, sou uma nova criatura. Hoje as pessoas veem Jesus em mim, tenho paz e alegria e Deus é maravilhoso comigo”.

LAURA – Lisboa