Olives Andrade

Recém-nascido com as horas contadas

olives_cdaOlives teve uma infância muito difícil devido a proble- mas familiares, de saúde e espirituais. Quando se con- seguiu libertar de todos, eis que surge uma sentença de morte para sua filha bebé.

Tinha a vida totalmente destruída devido a problemas na família e na saúde. Quando nasci, a minha mãe já frequentava o centro espírita e, por causa disso, eu via vultos e ouvia vozes a falar em suicídio. Aos 12 anos, sentia desejo de me matar!

A minha mãe era ‘mãe de santo’ e fazia trabalhos, trazendo para casa consigo uma maldição. Eu sofria com uma ferida no estômago, desmaiava constantemente e andava sempre doente. Então, os médicos diagnosticaram-me uma úlcera no estômago e disseram que não tinha cura. Qualquer coisa que eu comesse provocava-me muitas dores. Sempre que desmaiava ia para o hospital, acordavam-me, mas não sabiam o que se passava comigo.

Quando eu tinha 14 anos, a minha mãe conheceu o Centro de Ajuda, através da televisão. Um dia, foi evangelizada na rua e começou o seu próprio processo de libertação. Acabou por me levar a mim também e ao resto da família. Perseverámos na Fé e tanto a minha mãe, como os filhos todos foram libertos”.

bebe_cdaBebé salva
“Eu fui mudando, pois se antes gostava de estar sozinha e sentia-me inferior, passei a ser o contrário. Estou há muitos anos na Igreja e a Fogueira Santa entrou, pela primeira vez, na minha vida para unir a minha família.
Quando cheguei a Portugal, tive uma gravidez normal, até que no momento do parto surgiram complicações. Estive 23 horas em trabalho de parto e a menina não nascia, então, comecei a ter convulsões e acabou por ter de ser feita uma cesariana de urgência. Mas a bebé nasceu com problemas, foi diretamente para a incubadora e ficou um mês internada porque teve uma infeção pulmonar. Os médicos chamaram-me para me dizer que a minha filha não iria sobreviver porque estava muito fraca. Senti uma enorme revolta dentro de mim e disse a Deus que não aceitava que a minha filha morresse, que ela iria ter de sobreviver. Hoje, ao fim de 10 meses, a minha filha está aqui e é completamente saudável!”

Olives Andrade, CdA da Reboleira (Av. dom Carlos, 1o, 22A)