“Partia para a agressão verbal e física”

Com o casamento arruinado e problemas financeiros que agravavam ainda mais a sua já desgastada relação… foi nesta condição que Carla e Paulo conheceram o Centro de Ajuda da Igreja Universal.

“Eu era uma mulher muito ciumenta e, quando via o meu marido na rua, achava que ele já estava com outra, o que causava, posteriormente, problemas em casa… isto é, arranjava discussões de tal forma, que ele ficava descontrolado, a ponto de haver agressões de ambas as partes. Devido a essa situação, deixou de haver diálogo entre nós. Durante 18 anos, nunca ouvi uma palavra simpática ou meiga da parte dele, pelo contrário, quase que pedia para ele falar para o poder ouvir, e isso foi desgastando o nosso casamento. Foram 18 anos de sofrimento”, começa por contar Carla.

GUERRA. “Para mim, era frustrante aquela situação, pois, se falasse com alguma colega de escola ou de trabalho, já era um problema. E, quando chegava a casa, ter que ouvir aquilo todos os dias, chegava uma altura em que a minha cabeça estoirava e partia para a agressão, tanto verbal, como física. Era uma guerra lá em casa! E o mais complicado é que as nossas filhas assistiam a tudo, o que fez com que elas precisassem de apoio psiquiátrico”, revela Paulo.

DINHEIRO.
“Também tínhamos problemas financeiros. Trabalhávamos os dois, mas chegava a meio do mês e já não tínhamos mais dinheiro para suprir as nossas necessidades. Era a minha sogra que nos dava sacos de alimentos para que pudéssemos comer, porque chegámos ao ponto de ter que vender as poucas coisas que tínhamos em casa para dar leite à nossa filha”, diz Carla.

CICLO VICIOSO.
Paulo conta que embora trabalhasse e até tivesse um bom salário, o dinheiro acabava sempre por desaparecer. “Ganhava horas e, na empresa onde trabalhava, até tinha ajudas de custo, mas, chegava a meio do mês e, como já não tínhamos dinheiro, pedíamos emprestado para nos podermos sustentar o resto do mês. E, quando chegava o início do mês seguinte tínhamos, como é óbvio, que pagar a quem devíamos e isso tornou-se um vício, que nos levava a ficar sem dinheiro para nada.”

18 ANOS. “Essa situação afetou a nossa vida sentimental, familiar, inclusivamente com as nossas filhas. Em casa não existia afeto, cada um chegava e ia para o seu canto… e foi assim por 18 anos. Era muito nervosa, ansiosa. Não me sentava para conversar, a única coisa que fazia com as minhas filhas era bater. Todos os dias batia nelas, fosse pelo que fosse. Eu era tão nervosa que descontava nelas”, conta uma Carla arrependida.

DORMIR SEPARADO. O distanciamento entre o casal era cada vez maior e Paulo revela que eram mais as vezes que dormiam separados do que juntos. “Isto acontecia por iniciativa própria, porque, se estivesse junto dela, era discussão na certa. Durante o dia, altura em que não estávamos juntos, mandava-lhe mensagens para saber se estavam bem, mas, quando chegava à noite, era um problema.”

TERAPIA DO AMOR. “Mas hoje, a nossa vida está totalmente diferente! Depois de conhecermos o trabalho do CdA, começámos a fazer a Terapia do Amor e, degrau a degrau, com a prática dos ensinamentos, fui mudando. Fui deixando de ser ciumenta, e começando a dar-lhe mais atenção, em vez de exigir que ele me desse a mim, e hoje somos novas pessoas. O nosso casamento está transformado!
Houve também uma transformação na vida das nossas filhas, pois receberam alta da psiquiatra e a própria médica referiu que elas estavam completamente mudadas, que eram duas jovens alegres e felizes. Hoje, sentamo-nos para conversar e rimo-nos juntos, para além da cumplicidade que existe”, diz uma Carla feliz.

PROSPERIDADE. “A nível financeiro, também tudo mudou! Hoje, trabalho numa empresa multinacional e a minha esposa tem o seu próprio negócio, um salão de cabeleireiro. Damos graças a Deus por termos conhecido o CdA, a Terapia do Amor e, principalmente, por termos conhecido a Deus, pois é através da fé e da obediência às orientações dadas nas palestras que a vida pode mudar!”, conclui Paulo.

Paulo e Carla, CdA Templo Maior

Fonte: Folha de Portugal