Passo a Passo

“Quando cheguei a Portugal, fui morar com familiares. Nos primeiros tempos, não tinha nada e sofri mais aqui do que quando estava no meu país.

Mais tarde, fui para uma casa, onde, por vezes, nem tinha dinheiro para comer. Então, decidi que tinha que arranjar emprego, urgentemente! Quando cheguei à Malveira, primeiro, procurei um CdAE para pedir uma oração por mim.

Então, encontrei um pastor que disse que iria orar por mim e que eu iria arranjar trabalho na primeira porta em que batesse. E assim foi, logo no primeiro sítio onde entrei fui contratada. Mas, passados uns tempos, quis sair, porque aquilo que ganhava não me dava para viver dignamente, só que a minha chefe decidiu aumentar-me um pouco o ordenado.

E, um mês depois, a minha chefe teve que se ausentar para resolver uns problemas, deixou-me encarregue da loja e o meu salário foi aumentando. Passados uns anos, numa campanha de Israel, determinei que queria um marido, pois não queria ficar mais sozinha.

Três meses depois aconteceu, apareceu uma pessoa na minha vida e encontrei-o aqui na Igreja. Depois disso, quis mais e, noutra Fogueira Santa, sacrifiquei pelo meu próprio negócio. Na altura, a solução era vir-me embora da loja onde estava, mas sem mim aquilo fecharia, então, a dona vendeu-ma pelo preço que eu quis.

E mesmo com todas as dificuldades por causa da crise, Deus foi honrando e tenho conseguido mantê-la, isto há já quatro anos. E, agora, na última campanha, sacrifiquei por um espaço maior e Deus honrou! Amanhã, já vou inaugurar uma nova loja, com um outro tipo de produtos, mesmo o que eu queria”.

CLEUZA E JOSÉ FERNANDO