Restaurada

“Estou na Igreja há cerca de seis meses e participei na última Fogueira Santa do Monte Sinai. Cheguei em meados de maio, não no fundo do poço, mas num poço sem fundo!

Tinha problemas em todas as áreas, mas fui suportando e só quando tocou na parte da família é que fui tomada pela tristeza, pela angústia e pela sensação de derrota.

O problema já se vinha a arrastar, mas entre fevereiro/abril foi mesmo o caos! O meu casamento não estava sólido e estávamos a viver uma rotina.

Entretanto, veio a doença do meu marido, um problema neurológico. Estávamos unidos pela doença!Mas, eu tinha consciência de que o meu ordenado não dava para fazer um sacrifício, pois servia para honrar os meus compromissos e já vinha fora de horas. Então, com aquilo que tinha de mais valioso fui fazer dinheiro e entreguei no Altar. Na altura, consegui 3.500 euros e doeu!

Mas, o sacrifício fez o que eu não consegui fazer em anos! Deus desceu para me libertar! Sofria de enxaquecas, há mais de 35 anos, de epilepsia, de depressão, de síndrome vertiginoso, de quisto no pâncreas e tive vários internamentos.

Tinha perdas de visão, ausências de memória, etc… Mas, essas situações, já são passado! Estou muito grata a Deus, pois, continuo a viver o meu sonho. Entretanto, o meu marido que era impensável chegar à Igreja, hoje, acompanha-me. Não estamos mais unido pela doença e ele, hoje, coloca-me num pedestal. Estou muito feliz e, realmente, valeu a pena o meu sacrifício”. VANESSA