“Roubada” do que era seu

testmunhoCarla viu o que era seu nas mãos de outras pessoas e quando procurou a ajuda da lei foi-lhe dito que não havia qualquer solução

“Em 1981, o meu pai arrendou a sua loja bem situada na avenida principal da Quinta do Conde com a seguinte condição: quando eu fizesse 18 anos, esta seria-me entregue pelos inquilinos. Contudo, nada ficou escrito no contrato, tendo sido apenas de boca.

Quando completei 17 anos, o meu pai dirigiu-se aos inquilinos com a finalidade de estes cumprirem o acordado, dando-lhes o prazo de um ano para se mudarem. No entanto, estes negaram a entrega da loja, dizendo que ninguém os tirava daquele local, pois estavam a cumprir o contrato. Na altura, tinham uma escritura de arrendamento, destinada a empresas e não existia nenhuma forma de a cessar, pois enquanto continuassem a pagar a renda não existia forma de os despejar”, conta Carla.

Caso sem solução
“Mais tarde, casei e abri na garagem ao lado da loja, um espaço pequeno de venda que não tinha comparação com o espaço que os inquilinos estavam a usufruir no meu lugar. Foi, então, que nasceu dentro de mim uma revolta! Esta era uma situação que eu não podia aceitar, uma afronta para mim, pois eles estavam a usufruir daquilo que era meu.

Procurei diversos advogados e todos diziam que era impossível os inquilinos saírem daquele local, pois estes estavam a cumprir o contrato e que só me entregariam a loja se quisessem”, continua.

A resposta
“Foi aí que decidi resolver a situação por outro meio e, como já frequentava o Centro de Ajuda, procurei a resposta em Deus. Coloquei a minha Fé em ação, fiz a minha parte e determinei que só existiam duas formas destes inquilinos me entregarem a loja: uma era a lei do arrendamento mudar e a outra era a empresa falir.

Foi exatamente isso que aconteceu em 2013, pois a lei do arrendamento mudou, a empresa faliu e eu tomei posse daquilo que era meu. A abertura da minha loja, “Karla Modas”, teve lugar dia 21 de abril de 2014. Não foi fácil, mas Deus deu-me a vitória!”.

Carla e Luís Paulino, Quinta do Conde