Sair para vencer

“Estou no CdAE desde 1992 e a minha filha aos cinco anos teve uma leucemia muito grave. Um dia, ela estava na brincadeira com outra criança e magoou-a sem querer. Os familiares dessa criança reagiram muito mal e uma tia dela trouxe a minha filha de rastos, à pancada.

Fiquei com uma mágoa muito grande dessa pessoa e passou-me pela cabeça acabar com ela. Mas, foi aí que eles fizeram bruxaria connosco e a minha filha ficou doente. Na altura, a minha sogra recebeu um livro, ‘O poder sobrenatural da fé’, do Bispo Macedo, e eu comecei a lê-lo. Recordo- me que quando chegava aos versículos bíblicos, sentia a presença de Deus.

Numa passagem do livro, o Bispo falava sobre um caso de leucemia e foi aí que vi que tinha encontrado a solução para a minha filha. Peguei-me à fé! Passados uns 3 a 6 meses, uma enfermeira disse ao meu sogro que o problema dela não tinha cura e que o mais certo era ela perecer, mas, quando ouvi isso não aceitei, porque já tinha tido um encontro com Deus. Um dia, a minha filha chegou da quimioterapia e, nas suas costas, fiz uma oração. Creio que, nessa hora, ela foi curada, pois, ela diz que sentiu um grande calor, o que para mim era o Espírito Santo a queimar-lhe o problema. Hoje, ela está aqui comigo, curada e sem nenhuma sequela. Mais tarde, a mesma maldição virou-se contra mim e, de repente, passei a ser um doente insuficiente renal crónico.

Fui fazendo as análises de rotina, até que fui obrigado a fazer hemodiálise, durante 12 anos. Conhecia Jesus e fazia as correntes de libertação, mas nada acontecia, pois, Ele estava à espera de uma atitude minha. Recordo-me que tinha pânico da Fogueira Santa, mas, passados todos esses anos, senti uma revolta tão grande que dei o meu tudo! Passado um ano, fui chamado para fazer um transplante renal, o qual foi bem-sucedido. Já conhecia o Deus Todo-Poderoso e sei que se tivesse tomado uma atitude logo no ano em que comecei a hemodiálise, teria resolvido o meu problema.

Mas eu estava ‘dentro da toca’ e tinha medo de como a minha família iria reagir! Sei que quando levantei o envelope, ouvi o diabo, na minha cabeça, a dizer-me que não valia a pena o sacrifício, mas eu fi-lo! E, hoje, somos muito felizes!”

LUÍS PAULO PINTO