Sem saída

“O meu sofrimento começou ainda na infância por volta dos meus 8/10 anos. À noite, quando os meus pais estavam a dormir, eu ouvia passos em casa e chamava pela minha mãe, dizendo que estava lá alguém. Cresci com um medo extremo e nunca dormia nem ficava em casa sozinha”, lembra Raquel.

De menina com problemas espirituais, tornou-se numa adolescente rebelde, que assistia aos muitos problemas da mãe e ao seu nervosismo. Raquel relata-nos um episódio da sua triste adolescência. “Cresci sendo rebelde, lembro-me de que ia à carteira da minha mãe e tirava-lhe dinheiro. Como ela não mo dava e eu queria, então, roubava-lho. Uma vez, ela descobriu, pegou numa faca e encostou-me num canto da casa para me cortar as mãos. Só que a minha irmã colocou-se no meio e conseguiu acalmá-la”.

SEM SORTE NO AMOR

Raquel conta-nos mais um pouco da sua história e relata-nos que os problemas atingiam também a sua vida sentimental. “Não dava certo com ninguém, era incrível! Quando gostava de uma pessoa, ela não gostava de mim, e, finalmente, quando gostava de mim, eu já não gostava dela. Sentia desinteresse de uma hora para a outra. Até que me rogaram uma praga de que eu nunca iria arranjar namorado. E foi! A partir daquele dia, nunca mais arranjei namorado. Esta praga durou três a quatro anos, até entrar na Igreja Universal do Reino de Deus”.

Durante sete anos, Raquel foi convidada, insistentemente, pela sua mãe para ir à Igreja. Nunca aceitou, pois, segundo ela, “sempre achava que existia outro caminho”. Ela conta que as frustrações lhe provocaram uma tamanha angústia que passou a nutrir pensamentos de que a morte seria a solução. “Estava no fundo do poço, não queria mais viver e achava que não havia mais solução para mim. Cheguei a pensar em morrer, mas, no fundo, queria viver e ser feliz. E nunca tentei o suicídio”, relata.

O PRINCÍPIO DA METAMORFOSE

Foi nessa situação que Raquel decidiu aceitar o convite da sua mãe, foi à Igreja e foi obtendo mudanças gradativas: libertação, paz e força espiritual. O propósito da Fogueira Santa foi a oportunidade a que se agarrou para ver concretizado o que esperava de Deus. “Quando entrei na Igreja comecei a lutar pela minha vida espiritual e depois de alcançar tudo, houve uma altura em que queria ser abençoada na vida sentimental. E disse para Deus que, até ao final do ano, Ele teria que resolver a minha situação. Participei na Fogueira Santa de Israel em junho e em setembro comecei a namorar com o meu futuro marido. O meu casamento foi uma bênção da Fogueira Santa, pois somos felizes. Deus deu-me muito mais do que aquilo que eu esperava, porque ele fez-me uma pessoa melhor”, completa emocionada.

Hoje, depois de oito anos a frequentar a Igreja, a minha vida mudou. Estou casada há cinco anos e tenho um filho pequenino. Sou uma jovem totalmente transformada, pois, já não sou angustiada, triste e não há medos. Isso tudo desapareceu. Sou feliz!”, afirma. Para Raquel: “a participação na Fogueira Santa de Israel nasce dentro de nós, na revolta, em não aceitar a situação e em constatar que esta é a oportunidade que temos para Deus nos abençoar, porque quando fazemos a nossa parte, Deus faz a d’Ele”, conclui Raquel.