“Sempre pensei no suicídio”

monica-2Com oito anos de idade apenas, pensar e até chegar a tentar cometer suicídio talvez seja impensável para muitos, porém, foi o que aconteceu com Mónica.

“Sempre pensei no suicídio. Isso deveu-se ao facto de também ter sido vítima de bullying desde criança. Ouvia sempre comentários desagradáveis, o que fez com que eu criasse complexos em relação ao meu corpo.”

O sofrimento interior de Mónica, rapidamente se traduziu na auto-mutilação, cujas marcas ainda carrega no corpo. “Via-me como um monstro, não como uma rapariga.

Numa ocasião, tentei o suicídio lançando-me para a frente de um carro; outra, foi numa piscina e uma terceira, tomando um cocktail de comprimidos… e nenhuma dessas vezes resultou. Hoje, sei que Deus estava a guardar a minha vida.

Para além de tudo isso, também tinha ataques de pânico e de ansiedade, tomando comprimidos para dormir.

Dormia sempre por volta das 3, 4 horas da manhã e isso refletia-se imenso nos estudos.

A relação com a minha família também não era a melhor, pois eu era muito resmungona. Esta era a minha vida… a qual eu queria mudar, mas não conseguia. Procurei ajuda em psicólogos, fui a uma bruxa e até a igrejas… sem nunca chegar a encontrar alguém que me pudesse ajudar de facto.”


POR FIM, LIVRE!
“Não conhecia o trabalho do Centro de Ajuda da Igreja Universal, mas havia uma certa curiosidade da minha parte em relação a este local. Via sempre a placa na rua por onde passava, e queria entrar, porque me sentia tão desesperada, mas não conseguia, pois tinha receio. Porém, no dia em que tomei a decisão e entrei, a minha vida começou a mudar.

Recordo-me que foi numa sexta-feira, na reunião de Libertação, e foi nesse mesmo dia que consegui dormir bem… e dormi tão bem que nem sei explicar.

Dali em diante, deixei de tomar os comprimidos, de estar dependente deles para dormir e até mesmo para os ataques de ansiedade.

Deixei também de ter os complexos e passei a valorizar-me e a amar-me. Comecei a ter gosto pela vida!

Ao contrário do passado, hoje, não só quero viver, como também ajudar outras pessoas que estejam a passar pelo que eu passei, ajudando-as a descobrir aquilo que eu descobri: a vontade de viver!”

Mónica Teles – CdA Funchal 1

Fonte: Folha de Portugal