“Sentia muito ódio de mim mesma”

CasosReais-TelmaPatriciaOs problemas de Telma começaram logo à nascença, pois tinha uma deformação nos dedos para a qual os médicos diziam não haver solução.

Além disso, com apenas dois anos de idade, Telma sofreu uma convulsão muito forte e foi internada no hospital, ficando entre a vida e a morte.

A partir daí, os problemas de saúde foram aumentando e agravando-se, e de duas em duas semanas tinha que ser levada para o hospital.

A vida familiar também não era fácil. Com um pai extremamente agressivo, Telma chegou a ver a sua mãe à beira da morte, o que fez com que crescesse com traumas, insegurança e medo.

“Os meus pais discutiam muito. O meu pai era muito agressivo e ameaçava matar a minha mãe, pelo que cresci com muito medo.

Essa situação foi-se agravando ao ponto de um dia ele me encostar à parede e dizer que ia matar a minha mãe e eu iria ver.

Pegou nela e colocou-a no lado de fora da varanda num terceiro andar…”, refere Telma.

Tentativa de suicídio

Mesmo perante um cenário já de si tenebroso, tudo piorou ainda mais quando Telma começou a ouvir vozes e a ver vultos. “Comecei a ver vultos que me acompanhavam até quando andava na rua, a ouvir vozes e sentia algo a tocar-me. Desenvolvi um medo horrível do escuro, tinha muitas dificuldades em dormir e quando adormecia só sonhava com a minha morte.

A uma determinada altura não aguentei mais e tentei atirar-me do terceiro andar, pois julgava que terminar com todo aquele sofrimento só seria possível se acabasse com a minha vida”, confessa.

Telma começou a ver crescer dentro de si ódio de si mesma. “Com as amizades, tentava preencher o vazio que sentia dentro de mim mas sem sucesso. Na rua era uma pessoa alegre, mas quando chegava a casa só chorava.

Tinha tanto ódio de mim que quando me via ao espelho tinha vontade de morrer.

Comecei e envolver-me com jogos que invocavam espíritos e a ver muitos filmes de terror, tinha prazer naquilo e enquanto isso a minha vida só piorava”, destaca.

Transformação de vida

“Um dia a minha mãe foi convidada a ir ao Centro de Ajuda e levou-me com ela. Desde então, a nossa vida mudou por completo!

Hoje sou uma pessoa feliz, a minha família é unida e o meu pai está transformado. Sinto paz dentro de mim, adoro viver e estou livre de todos os problemas espirituais. Além disso, estou curada dos problemas de saúde que os médicos diziam não ter solução, estou casada e sou feliz”, garante Telma.

Telma Patrícia, CdA Baixa da Banheira (Estrada Nacional 11, nº243)