Sofreu sete paragens cardiorrespiratórias

Após separar-se do marido, Alessandra viu a sua vida mudar por completo. Sem saber lidar com a situação, entregou-se à bebida. Por andar constantemente embriagada, acabou por sofrer dois acidentes de moto, embora nada sério tenha acontecido.

Até que, numa ocasião, após passar o dia inteiro a beber com os amigos, ela aceitou boleia de um deles, que também estava embriagado, e o pior aconteceu. Bateram violentamente num carro mas, desta vez, ela teve ferimentos graves: traumatismo craniano, maxilar deslocado, clavícula e o braço partidos, bacia deslocada e a perna dilacerada, além de ter uma fratura exposta.

ESTADO CRÍTICO. Sofreu uma paragem cardiorrespiratória e, por várias vezes, teve que ser reanimada. Os médicos pensaram na possibilidade de lhe amputar a perna, mas optaram por tentar reconstruí-la. Ficou em coma induzido, pois o seu estado era muito crítico. “Eu estava há uma semana na UTI e a minha tia perguntou ao médico sobre a previsão de alta. Ele disse que não acreditava que eu sairia de lá tão cedo, pois, na verdade, eles não tinham esperança que eu sobrevivesse”, conta.

Todas as pessoas que iam vê-la ao hospital não a reconheciam, pois a sua cara estava desfigurada. Nesse período, ela sofreu sete paragens cardiorrespiratórias. Por já frequentar a Universal, a mãe de Alessandra acreditou que ela ficaria bem, levando a sua fotografia para ser apresentada a Deus.

A RECUPERAÇÃO. Numa semana, Alessandra teve alta da UTI. Os especialistas ficaram surpreendidos, porém não lhe deram muita esperança de que voltaria a andar. “Assim que acordei da anestesia, lembrei-me da época em que frequentava a Universal, pedindo perdão a Deus por tudo o que fiz e de me ter afastado. Comecei a orar, ali mesmo, na cama do hospital e isso foi-me dando força para lutar mais”, recorda.

Após 40 dias no hospital, ela saiu da cadeira de rodas e toda a equipa médica estava surpresa com a recuperação dela. Depois da alta, ela ainda passou por mais cinco cirurgias para reconstruir a perna. No acidente, partiu o fémur, além de perder um pedaço do mesmo e os músculos da sua perna terem rebentado.

O IMPOSSÍVEL. Foram vários procedimentos na perna, fora a fisioterapia várias vezes por semana, durante meses. Até que o médico suspendeu o tratamento, porque disse que o seu caso era irreversível. “Não estava a ser fácil, mas, mesmo com dificuldades, ia às reuniões da Universal e fazia a fisioterapia. Mesmo com o desânimo, não aceitei a conclusão do médico de que não voltaria a andar”, diz.

Alessandra revoltou-se com a atitude do médico, por este dizer que não tinha mais o que fazer. Usou a fé e estava convicta de que Deus faria o impossível na sua vida, por isso fez propósitos e confiou em Deus. Foi ganhando força na perna e, em dois meses, estava novamente a andar. “Quando cheguei ao consultório a andar, o médico disse-me que eu era um verdadeiro milagre, já que tinha perdido muitas partes da minha perna”, relata.

Deus não reconstruiu apenas a saúde de Alessandra, mas deu-lhe uma nova família. Ela casou novamente e é feliz na vida sentimental. Foi liberta do vício e hoje tem paz interior, levando uma vida sem qualquer limitação.

Alessandra do Socorro

Folha Universal
(Michele Francisco)

Fonte: Folha de Portugal