“Aos catorze anos, comecei a tomar ansiolíticos e antidepressivos”

CasosReais_TaniaLemosAtitudes da família levaram-na à depressão

A destruição de vida começou cedo, pois desde os 14 anos que Tânia não conhecia a felicidade. Um período de sofrimento que durou quase onze anos.

“Aos catorze anos, comecei a ter consultas psiquiátricas e a ser seguida por psicólogos. Passei a tomar ansiolíticos e antidepressivos, para combater a depressão nervosa que estava a tentar ultrapassar”, diz Tânia.

As atitudes dos seus familiares foram os principais motivos para o seu estado depressivo, pois estes estavam envolvidos com drogas. Para piorar a situação, a morte da sua avó veio a abalá-la ainda mais.

“Pouco tempo depois da morte da minha avó, comecei a ver vultos, ouvir vozes e a ter ataques de pânico, o que fazia com que fosse parar ao hospital, onde era sedada completamente”, salienta Tânia.

“A minha mãe quis mudar a minha situação”

Perante o estado da filha e a sua incapacidade, a mãe procurou ajuda em bruxos, videntes, e entre outros locais, mas não conseguiu encontrar.

“A minha mãe quis mudar a minha situação, levou-me a vários sítios, mas nada resolvia”, afirma.

Com a sua situação a agravar-se, Tânia decidiu abandonar os estudos, os amigos, fechou-se em casa, e chegou a tentar o suicídio várias vezes, mas não conseguiu.

“Ao sair de casa tinha ataques de pânico, sentia-me inútil e incapaz de resolver o meu problema, e assim decidi pôr fim a minha vida”, diz Tânia.

A solução para os problemas

Após onze anos de sofrimento, envolvida em espiritismo, em consultas psiquiátricas, doente e cada vez pior, Tânia chegou ao Centro de Ajuda (CdA).

“Depois de conhecer o trabalho do CdA, comecei a colocar em prática os ensinamentos, a participar das reuniões e aos poucos fui vendo a diferença em mim e na minha vida. Deixei de ver vultos, ouvir vozes, fui curada das doenças que tinha e passei a ser uma pessoa mais calma e equilibrada. Hoje sou realizada a todos os níveis na minha vida”, esclarece Tânia.

Tânia Lemos Alicete, Cenáculo de V.N. de Gaia (Rua do Agueiro, nº151 – Mafamude)