“Tentei mais de 20 vezes o suicídio”

Veneno, comprimidos, lixívia, facas… foram algumas das formas que Mónica encontrou para tentar acabar com o sofrimento interior sentido

“Sofri de depressão durante 17 anos! Era uma jovem muito pessimista, negativa, não tinha razão para viver e, na minha cabeça, ouvia uma voz que me dizia que a melhor forma de terminar com o meu sofrimento era o suicídio.

Tentei suicidar-me de várias formas, tomando comprimidos, atirando-me para debaixo de um automóvel, cortando-me com facas, ingerindo veneno, bebendo lixívia com comprimidos… E, a cada tentativa, eu pedia perdão à minha mãe e prometia-lhe que tinha sido a última vez. Tentei mais de vinte vezes o suicídio, fui internada numa casa de psiquiatria mais de 14 vezes e também no hospital na ala psiquiátrica, mas nada resultava. Passado um mês, estava pior do que quando tinha entrado e cheguei a fazer internamentos de três e quatro meses.

Com as tentativas de suicídio, destruí o meu organismo e comecei a sofrer do estômago, do fígado, dos rins, da coluna, da garganta, de dores de cabeça, dos intestinos, da bexiga, inclusive, cheguei a ter de recorrer a medicação para conseguir fazer as necessidades fisiológicas. Passei por muito altos e baixos, primeiro fiquei muito magra e depois muito gorda.”

Entrega e libertação. “Um dia, conheci uma senhora no centro de saúde que me falou do Centro de Ajuda da Igreja Universal.

Decidi ir numa sexta-feira e, dois anos depois, recordo-me como se fosse hoje, o pastor começou a orar e eu senti-me mal, manifestando com a presença de um espírito. Isso aconteceu-me novamente nas reuniões seguintes, mas, quando me entreguei verdadeiramente a Deus, me tornei dizimista, fiz os meus votos e os meus sacrifícios, Deus libertou-me.

Na altura, como ainda estava acima do meu peso ideal, comecei a perseguir o meu objetivo e, através da minha fé, emagreci mais de 15 quilos, isto sem tomar medicação nenhuma. Deus também me libertou de toda a medicação que tomava, cerca de 16 comprimidos por dia e uma injeção de 15 em 15 dias. Hoje, sou muito feliz, tenho paz, deixei de ser nervosa e amo a vida!”

Mónica Pereira,, CdA Guimarães

Fonte: Folha de Portugal