TRÁFICO DE DROGA e a MORTE ao virar da esquina

José Carlos foi traficante de droga durante uma boa parte da sua vida. Foi isso que o fez enfrentar uma pena de seis anos de prisão e de viver com o risco eminente de ser morto a tiro em qualquer esquina DSC_0621

Normalmente associado ao sexo masculino, o tráfico de droga significa para muitos um caminho fácil para chegar a grandes quantias de dinheiro, carros de luxo e mulheres.

No entanto, na maioria das vezes as coisas não correm como o esperado e os traficantes acabam mortos em conflitos com a polícia ou rixas com outros traficantes, presos, ou agarrados à heroína, cocaína ou qualquer outra substância que
trafiquem.

Em qualquer dos casos, as suas vidas são completamente destruídas. José Carlos escolheu esse caminho durante uma boa parte da sua vida.

“Fui traficante de droga durante cerca de oito anos. Tinha dinheiro mas não tinha paz, nem sossego.

Estava em risco de ser morto a qualquer momento… Estive preso durante seis anos, durante os quais passei por um mau bocado. Foram seis anos de muita amargura e muito sofrimento… A nível sentimental, a minha vida era também uma lástima.

Juntei-me cinco vezes com cinco mulheres diferentes e tive um filho de cada uma delas. Nunca fui feliz”, conta José.

O dinheiro resultante do tráfico abundava naquela altura mas nem por isso José Carlos via a sua vida andar para a frente.

“Aquele dinheiro não servia para ver a minha vida a andar para frente, aquele dinheiro servia para plantar o mal em mim, para me destruir a mim mesmo. Era conquistado facilmente e ia embora da mesma forma porque era capaz de gastar 500 euros em apenas um dia.

Só atraia pessoas que não interessavam, más companhias e más influências. Eu abraçava o mundo, achava que toda a gente era minha amiga, mas não passava tudo de uma ilusão”, admite.

Apesar de traficar drogas pesadas, José não consumia. Ainda assim era viciado em tabaco, bebia muito e era frequentador assíduo de discotecas.

“Envolvia-me com prostitutas… Achava que a felicidade era aquilo, que a vida era para se viver assim”, confessa.

Mesmo depois de ter saído da prisão José voltou à mesma vida. Abriu um cabeleireiro masculino, mas não tinha clientes e não conseguia prosperar. “A minha vida não andava para a frente!”.

Mudar de vida
Não é fácil abrir os olhos para o plano espiritual. A maioria das pessoas quer ver resultados a curto prazo apenas frequentando o Centro de Ajuda, esquecendo-se da perseverança e do Sacrifício que são fundamentais.

“Frequento o Centro de Ajuda há seis anos e a minha vida está completamente diferente. A minha mãe já era frequentadora e orou muito por mim, pedia a Deus para que eu mudasse de vida e eu mudei!

Um dia um amigo de infância veio aqui ao cabeleireiro e convidou-me para ir com ele ao Centro de Ajuda.

E aceitei, sem hesitar.

Quando entrei senti imediatamente uma paz interior que não se consegue explicar, que não tem preço, senti que ali é que era o sítio onde eu deveria estar. Não foi fácil, nem imediato, mas aos poucos, fui-me afastando da má vida, das más influências e do tráfico de droga.

A partir desse dia, o salão começou a prosperar. As coisas começaram a correr de uma outra forma: conquistei casas, já tive cinco carros topo de gama, abri um salão de cabeleireiro de mulheres ao lado deste, abri outro no Seixal e pretendo abrir uma escola de cabeleireiros.

Participo sempre nas reuniões das Conquistas Financeiras e aprendi muito com os ensinamentos que ali me são transmitidos. São ensinamentos práticos que nos ajudam a ter sucesso. Não tive receio de avançar com os meus projetos, ainda que numa época de tanta crise e dificuldades.

No plano sentimental também tudo mudou. Casei há pouco tempo, temos uma relação estável e somos muito felizes!”, conclui.

JOSÉ CARLOS – PONTINHA, LISBOA