Venceu desafios

“Antes de chegar ao CdAE, a minha vida estava totalmente destruída. Era uma adolescente muito solitária, não tinha amizades, vivia sempre no meu canto e não falava com ninguém, porque sentia tristeza dentro de mim. Enfim, sentia-me oca e vazia! Não conseguia estar ao pé das pessoas, nem dos meus colegas, nem dos meus irmãos.

Em casa, tinha medo do escuro, ouvia e via vultos. Tinha também muitos pesadelos e não dormia. Não contava nada aos meus pais, pois, pensava que contar não ia adiantar de nada, porque ninguém iria entender.

E assim fui carregando a dor, o tempo foi passando e o tormento aumentando. Com tudo aquilo, comecei a ficar deprimida. Sofria muito, passava o tempo a chorar e sempre escondida.

Foi neste estado caótico que cheguei ao CdAE e que comecei a ver as coisas que se passavam comigo, como se a venda que cegava os meus olhos tivesse caído. Apercebi-me de que havia um mal por detrás de tudo e o pastor explicou-me e orientou-me, por isso, a minha libertação foi rápida”.

LUTA PELO AMOR

“Naquela altura, namorava com o meu atual marido e, quando ele me visitava aos fins de semana, não tinha paciência para ele. Chegávamos a ficar 15 dias a um mês sem nos vermos e, muitas vezes, não o queria ver, mas, quando ele se ia embora, sentia saudades. A certa altura, ele começou a tentar impedir-me de frequentar o CdAE, dizendo que eu estava a dar dinheiro aos pastores e que só falava em Igreja, etc…

Foi aí que lhe disse que o Deus que conhecera estava a mudar a minha vida, que estava a ensinar-me a caminhar e que queria que ele o conhecesse. Mas ele não aceitava e ficava ainda com mais raiva. Então, disse para Deus que teria que o mudar também. Com o tempo, fui fazendo os meus propósitos por ele e pela sua libertação. Chegou a altura da Fogueira Santa de Israel e foi aí que peguei no meu tudo.

Então, disse para Deus que: se a pessoa de quem eu gostava fosse o meu futuro marido, que Ele o trouxesse transformado, com outra visão da Igreja. Lancei-me nos braços de Deus e fiz o meu voto. Sacrifiquei e dei os meus 100%! Dei, não porque alguém me pediu, mas porque vi que tinha que chamar a atenção de Deus. Esse sacrifício tinha que doer dentro de mim, como se fosse o meu sangue a ser derramado.

Dei um prazo a Deus: em dez dias, queria uma resposta. Aceitaria e consideraria qualquer que fosse a Sua decisão. E, durante esses dez dias, ele veio, converteu-se e estamos casados há seis anos. Apesar das lutas, vamos vencendo!”

O RESULTADO DA ENTREGA A 100%

“Hoje, sou uma pessoa calma e com paciência. Deus está a abençoar-nos na área económica, pois, temos a nossa casa no Brasil e comprámos também dois terrenos para construção. O meu marido tem o seu carro próprio e uma carrinha para o serviço. E eu pretendo ainda abrir um salão de estética. Enfim, a nossa vida está a mudar dia após dia, porque estamos firmes com Deus”.

O PAI

“Tenho também outro testemunho sobre o problema de alcoolismo do meu pai, pois, cresci a vê-lo nesse estado. Então, decidi realizar a campanha de Israel por ele. Lembro-me de que o meu pai não gostava que fossemos à Igreja, que dizia mal dela e que comentava que nunca viria. E as pessoas que o conheciam diziam que ele iria morrer do vício, mas determinei que se o Deus que eu servia era grande e poderoso, Ele iria livrar o meu pai do vício. Hoje, ele está na Igreja e liberto, para honra e glória do Senhor Jesus”.

ELENICE DO CARMO – CASAL DE CAMBRA