Venceu

Nedvan Araújo tinha uma vida considerada normal até à sua adolescência. Depois, ocorreu algo que mudou por completo a sua existência: a entrada no mundo das drogas. “Usava as drogas como refúgio, para sentir um pouco de alívio do imenso vazio que sentia. Claro que as amizades também influenciaram, mas a solidão, as deceções, a depressão foi o que melevou ao vício”, conta Nedvan. “Quando consumia a droga, era a verdadeira ilusão, o engano, sentia-me em paz, achava que estava no caminho certo. Mas quando passava o efeito, eu só queria cavar um buraco e entrar. Não conseguia encontrar uma paz, tentava de todas as formas, mas a cada dia tornava-se pior”, recorda.

No Brasil, Nedvan não consumia regularmente, e quando o fazia era a chamada‘droga leve’ – marijuana, haxixe. Em Portugal, conheceu o lado mais duro da droga, a química – cocaína, heroína. Como ele mesmo conta: “Vim para a Europa com a esperança de alcançar os meus sonhos, mas aqui só piorou”.

O ABISMO

Com o anos, começou a perceber que aquela vida nada tinha de normal, faltava dinheiro para comida e para as necessidades básicas, mas para as drogas nunca faltou. Tentou de várias formas deixar o vício, mas sem sucesso. O vazio do seu coração era tão grande que aqui na terra não encontrou meios de se livrar das drogas. “Tinha vontade de deixar a droga, mas não tinha forças, deixava um dia, uma semana, mas voltava. Achei que jamais me ia livrar do vício. O organismo pedia e quando não consumia tinha ataques de nervosismo, irritação, tremia e sentia dores”, afirma. Sentindo-se no fundo de um poço, Nedvan ainda descobriu que estava doente. Foi como se o mundo desaparecesse sob os seus pés, já que não conseguia encontrar a saída para o abismo em que vivia. “O momento mais difícil da minha vida, foi quando me encontrei numa cama do Hospital dos Capuchos. O meu organismo ressacou, devido ao uso da química, e eu tive que passar por uma cirurgia de urgência. Vi que, realmente, não tinha ninguém, nem parentes nem amigos”, lembra.

A ENTRADA NA GUERRA

Foi assim que decidiu dar ouvidos à voz de Deus. “Depois que saí do hospital, ouvi na rádio, um caso verídico de alguém que tinha ficado livre da dependência química e tive curiosidade em ir. Quando sai da primeira reunião no CENTRO DE AJUDA ESPIRITUAL senti uma diferença em mim. Continuei a frequentar o CdAE e já tinha forças para dizer ‘não’ à minha vontade. Foi aí que entrei na guerra, mas mediante a fé e uma perseverança muito grande, venci a guerra”, afi rma Nedvan.

Hoje, completamente livre da dependência química e curado, Nedvan reconhece que só em Deus encontrou o preenchimento do vazio que havia no seu coração. “Hoje, trabalho por conta própria, superei a depressão e tenho a paz. Uma paz que é verdadeira, independente das circunstâncias. Sou feliz! Tenho namorada, uma pessoa de Deus, que conheci no CdAE”.

NEDVAN ARAÚJO