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Liberta na prisão

Silvia2

Meu fundo de poço começou quando fui presa, somente após quinze dias tive a primeira visita dos meus filhos, e que, por coincidência, foi no dia das mães.

Na época, um tinha seis anos e a outra tinha doze anos. Minha filha chegou, me deu um abraço e disse: “Feliz dia das mães”. Ela me deu um livro e completou dizendo: “Mãe, leia. Quem deu foi um grupo de obreiras que está lá fora, e você sabe que é a única coisa que pode entrar aqui, não tenho como te trazer presentes.”

Na mesma hora meus olhos se encheram de lágrimas, e eu pensei: “Não vou suportar essas visitas, essa cadeia, ficar longe dos meus filhos”. E já comecei a tramar em meus pensamentos como faria para me matar, assim que a visita terminasse.

Segui com a visita normalmente e com o sofrimento de ver os meus filhos passando naquele lugar de gemido e dor. Aquilo me alimentava cada vez mais de coragem para que, assim que eles fossem embora, eu me matasse. Mais rápido do que imaginávamos, chegou o término da visita, às 15h, foi um desespero só. As crianças foram embora chorando muito e eu fui trancada na cela.

Foi aí que eu sentei na pedra (cama), abaixei a cabeça entre as pernas e tive a certeza de que o melhor seria a morte. Comecei a preparar os panos para fazer a “teresa” (um tipo de corda), assim, quando a minha companheira dormisse, eu já estaria com tudo pronto para a forca.

No meio dos lençóis, que minha filha havia deixado, estava o livro. Com muito carinho peguei e dei um abraço como se estivesse abraçando-a. Era tudo que eu queria naquele momento, e me lembrei que a minha filha pediu para eu ler, pois um dia o bispo Macedo havia sido preso injustamente e Deus deu a vitória para ele e daria a mim também, já que fui presa somente por ser mulher de um criminoso, não por ter cometido algum crime.

Silvia11Essas palavras ficaram martelando na minha mente, me colocando em dúvida se devia ou não me matar. Continuei fazendo a forca, mas todas às vezes que olhava para o livro me lembrava do que a minha filha havia dito – valeria a pena ler. Quando terminei tudo, minha companheira ainda não havia dormido, então, na dúvida entre o suicídio e ler o livro, resolvi ler.
Na época, surpreendentemente, quando dei por mim já estava há cinco horas lendo, e não havia mais no meu coração o desejo e a coragem de me matar.

Após seis meses reclusa, fui julgada e absolvida (provada a minha inocência), tive um encontro com Deus. Hoje sou uma das evangelistas de presídio, tenho prazer em doar livros para familiares dos detentos. Eu sou a Universal.

Silvia Ramos da Silva

Bispo Edir Macedo

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1 comentário

Carla Araujo Responder 9 Junho, 2015 às 10:43

Bom dia.
Como tudo na vida somos nós que decidimos qual o caminho seguir, a que voz vamos obedecer. Ela, mesmo em seu desespero, decidiu ouvir a voz de Deus. Ela se fez escolhida para que Deus agisse em seu favor. Hoje ela glorifica o nome do Senhor com o seu testemunho.