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Parecia impossível eu mudar…

foto-2Desde minha infância, o sofrimento já se fazia presente em minha vida. Minha mãe, de tanto ser agredida por meu pai, que era alcoólatra, decidiu deixá-lo e, junto comigo, optou em tentar vencer na vida sozinha. Porém, pela falta de oportunidades, convivemos com extrema dificuldade, com o desprezo da família, etc.

Numa de suas tentativas de realização sentimental, conheceu um rapaz com quem decidiu morar. Ele mostrava ser uma boa pessoa, porém, depois de um tempo, a mudança de personalidade era notória. O olhar malicioso dele me assustava, e mesmo eu tentando fugir, acabei sendo estuprada por ele. Aquilo acabou comigo. Passei a ter nojo de homem. Nojo da vida. Eu, uma menina de apenas 7 anos, vi minha pureza sendo lançada fora, e para a minha decepção, minha mãe, quando soube, preferiu me culpar e me rejeitar.

Era constantemente agredida e humilhada, até ser expulsa de casa.

Não tendo para onde ir, fui morar na rua. Apesar de tentar me reerguer, era difícil, pois ninguém queria empregar uma adolescente sem endereço e família.

Eu não queria aquilo pra mim, mas quanto mais me esforçava, mais difícil ficava. Cheguei a um nível tão crítico que não acreditava mais em nada. O ódio só aumentava dentro em mim.

Desgosto, angústia e muita dor faziam parte da minha vida. Estava muito magoada com tudo, inclusive com Deus, pois achava ser Ele injusto comigo, permitindo que eu vivesse naquela situação. Na verdade, eu deixei de acreditar nEle.

foto-1Eu tinha ódio de Deus e não suportava alguém sequer falar dEle perto de mim. Desistida de mim mesma, me entreguei ao relento. A rua só oferecia bebidas, drogas e prostituição. Praticava furtos, machucava pessoas, tendo que às vezes me esconder em cemitérios onde ficava até amanhecer.

Aos 19 anos me envolvi com um rapaz. Engravidei, e assim que ele soube me abandonou. Tive complicações durante a fase de gestação e quase morri por isso. Depois, desenvolvi um quadro de depressão pós-parto, com diversos surtos. Fui internada em um hospital psiquiátrico e por diversas vezes tentei o suicídio, até que, ao sair, conheci um rapaz com quem me relacionei e casei. Mudamos para o Rio de Janeiro e tentamos viver em paz, porém, os surtos e as crises psicóticas me acompanharam.

Eu tinha saído de um inferno e entrado em outro, era o que eu pensava dia e noite, mesmo tendo um marido paciente comigo.

Vivia à base de calmantes e antidepressivos devido às inúmeras crises, e foi em meio a uma delas, na rua, que fui abordada por uma obreira, que depois de prestar toda assistência a mim, falou de um Deus que existia e que tudo que eu estava passando poderia ter um fim, se eu acreditasse nEle. Quando eu já estava preparada para lhe dar uma resposta, ela, com um sorriso, me disse: “Ele acredita em você!”

Foi a primeira vez que ouvi isso de alguém. Decidi ir, e depois de alguns dias notei uma evolução em minha vida. Consegui a cura e a libertação dos remédios, me livrei da depressão e dos traumas do passado, e enfim, fiquei realizada comigo mesma. Entendi que Aquele a quem atribuí toda culpa pela minha dor, era O que nunca havia me deixado sozinha.

Hoje sou uma empresária bem-sucedida, estudante de Direito, mãe e, acima de tudo, conheço o Senhor Jesus e sou feliz!

Bispo Edir Macedo
bispomacedo.pt

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