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O homem de Deus e a Autoridade (Parte 2)

Young man hiding in his jumperA Bíblia indica que eram homens malignos os que acusaram Nabote por ordem de Jezabel

“Os homens da cidade, os anciãos e os nobres que nela habitavam fizeram como Jezabel lhes ordenara, segundo estava escrito nas cartas que lhes havia mandado.”

Por que motivo o povo obedeceu a Jezabel? Porque as cartas foram enviadas com o selo real; logo, no entendimento dos anciãos, era uma ordem direta do rei, que tinha de ser obedecida. Isto nos mostra o cuidado que devem ter todos os que foram revestidos de Autoridade, uma vez que as suas ordens serão obedecidas sem se questionar, e podem originar enormes injustiças, como a que aconteceu com Nabote.

“Apregoaram um jejum e trouxeram Nabote para a frente do povo. Então vieram dois homens malignos, sentaram-se defronte dele e testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade e o apedrejaram e morreu.”

Estes homens malignos usaram uma desculpa com teor espiritual para justificar uma atitude maligna.

Assim acontece quando alguém, revestido de Autoridade, permite que sejam feitas diligências em seu nome e, quando surge algum problema, “empurra” a responsabilidade para quem fez o trabalho. Quando permite que se cometam injustiças para seu benefício, mas condena quem as fez, se excluindo da sua função de responsável.

Mesmo numa democracia, muitas vezes vemos um totalitarismo a vigorar ao nosso redor. Existem muitos totalitaristas que, por causa do seu preciosismo, colocam em causa os colegas, a Igreja e o trabalho.

Quando o responsável é totalitarista, quais são as consequências? Pense nisso.

“(…) Tendo Jezabel ouvido que Nabote fora apedrejado e morrera, disse a Acabe: Levanta-te e toma posse da vinha (…) Tendo Acabe ouvido que Nabote era morto, levantou-se para descer para a vinha de Nabote, o jezreelita, para tomar posse dela.”

Jezabel alcançou o seu objetivo porque não mediu esforços, mas Deus vê todas as coisas e as consequências viriam, como vêm na vida de quem age da mesma forma.

“Então veio a palavra do Senhor a Elias, o tesbita, dizendo: Dispõe-te, desce para encontrar-te com Acabe, (…) eis que está na vinha de Nabote, onde desceu para tomar posse dela. Falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o Senhor: Mataste e, ainda por cima, tomaste a herança? Dir-lhe-ás mais: Assim diz o Senhor: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo.”

Deus nem sequer refere Jezabel, mas confronta Acabe, através do profeta, com os seus erros. Mostra-nos que, independentemente de quem aja, se for permitido por nós, a responsabilidade é sempre nossa e a consequência também. Muitas vezes, quem tem que ir a campo se faz de fraco e se desculpa, mas o papel de líder não é chorar e sim agir, não é ser vítima, mas assumir o que lhe foi confiado.

“Perguntou Acabe a Elias: Já me achaste, inimigo meu? Respondeu ele: Achei-te, porquanto já te vendeste para fazeres o que é mau perante o Senhor.” (I Reis 21; 1 a 29)

Como poderia ter Acabe visto Elias como inimigo? Pode um profeta ser nosso inimigo? Claro que não! No entanto, Acabe sabia que tinha errado e se vendido, por isso, a presença de Elias o incomodava.

Quando o homem de Deus se esconde atrás de alguém, então, mostra-se fraco, está a vender-se e a negar o Próprio Deus.

Há quem diga que melhor é um covarde vivo do que um herói morto.

Sim, o covarde sempre poderá transformar-se em herói, assim como cada um de nós sempre pode aprender, deixando de ser fraco e tornando-se forte.

Entretanto, um herói morto, nem da própria fama que conquistou poderá desfrutar!

Deus abençoe a todos,

Bp. António Carlos – Portugal

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