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Os verbos que Deus não usa (III)

Existem determinados verbos que Deus, simplesmente, não conjuga na 1ª Pessoa:

Fugir – É costume dizer que “quando o barco começa afundar, os ratos são os primeiros a fugir”. Muitos têm esta sensação quando têm um problema, pois todos desertam: amigos, familiares, marido, mulher ou até filhos. Porém, Deus nunca foge e se alguma vez se sentiu abandonada por Ele, medite se talvez não terá sido você a afastar-se d’Ele e não o contrário.

Obrigar – Fazer as coisas por obrigação é uma das piores coisas que pode acontecer a alguém, pois nem o empenho é verdadeiro e o resultado ficará sempre aquém das expectativas. Deus quer, acima de tudo, a sua sinceridade, pois o que Ele vê é a intenção do coração humano, sendo assim, nunca o poderia obrigar a nada, pois saberia sempre que o seu coração não estaria ali.

Marcar – Quando um amigo, companheiro ou familiar nos desilude, a tendência é de subirmos a guarda, de ficarmos alerta, de “marcarmos” aquela pessoa, porque quem fez a primeira, com certeza fará a segunda e a terceira. Mas isto somos nós, seres humanos, pois Deus dá-nos infinitas hipóteses, perdoando os nossos erros e permitindo que voltemos ‘à casa do Pai’, sempre que o desejarmos.

Omitir – Com Deus não há surpresas, especialmente daquelas desagradáveis. Ele diz-nos sempre o como, o quando e o porquê, sem nunca omitir nada. Talvez seja por este motivo que muitas pessoas têm dificuldades em entregar-se, pois embora Ele mostre tudo, não apresenta um percurso pavimentado de facilidades.

Tentar – Quem tenta é o diabo, para nos fazer cair em pecado e, consequentemente, fazer-nos sentir culpados e demasiado fracos para pedir o que quer que seja a Deus ou até apenas falar com Ele. O pecado aniquila a fé, e Deus sabe que somos tentados diariamente pelo mal, mas o que Ele espera é saiamos vitoriosos deste confronto.

Tomar – É a fé que regula, que é a medida, o termómetro da nossa relação com Deus, por isso, tudo o que conquistamos d’Ele é pela fé e se acabamos por perder algo é também pela falta da fé. Deus não toma nada de volta. Lutar, conquistar e estabelecer são verbos que apenas nós, como seres humanos, conjugamos na 1ª pessoa.

“… aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6.7)

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Chantagear – O valor das bênçãos divinas não é negociável, por isso nunca trate Deus como um vendedor de praça com quem está a regatear o preço da fruta. Ele não nos pede o nosso Tudo como forma de “pagamento” pelas bênçãos e sim como prova do nosso amor por Ele, já que o d’Ele por nós ficou claro quando deu o Seu Filho para morrer na Cruz pelos nossos pecados e em troca da salvação da nossa alma.

Contrariar – A sua vontade e a vontade d’Ele são duas coisas distintas, mas Ele nunca se sobrepõe aos seus desejos, pelo contrário, Ele espera que você lute pela realização dos seus sonhos, mas que também tenha a humildade de O reconhecer como o Pai que sabe o que é melhor para os Seus filhos.

Culpar – A culpa é filha da frustração. A consciência do que deveríamos ter feito, sido ou como deveríamos ter agido pesa-nos. Muitos rejeitam assumir qualquer responsabilidade neste âmbito, remetendo-a diretamente para Deus, outros ainda sentem que é o próprio Deus quem os culpa e castiga por um pecado cometido ou pela quebra de uma norma religiosa.

Mentir – Ele não mente ou engana, em circunstância alguma, pelo contrário, diz sempre a verdade, e é esta a proposta que Ele faz a quem deseja segui-Lo, que tenha o mesmo carácter que o Seu, tal como um filho é identificado pelas semelhanças que tem com o seu pai.

Escolher – Deus chama-nos, a todos, sem descriminar ninguém, porém, não é Ele quem nos escolhe. Esta escolha é individual, é cada pessoa quem a faz, a partir do momento em que opta por um dos dois caminhos que são colocados diante de si: o Bem ou o Mal. Ao escolhermo-nos, estaremos, automaticamente, a escolher o caminho do Bem.

Interferir – Ele nunca interfere nas escolhas do ser humano, pelo contrário, dá-lhe livre arbítrio em todos os aspetos e áreas da sua vida, o que implica a liberdade para fazer as suas opções, assim como a capacidade de colher os frutos das mesmas. A responsabilidade pelo nosso sucesso ou fracasso é apenas e unicamente nossa!

Manipular – Não existem trunfos escondidos, com Deus, todas as “cartas estão na mesa” e, para conhecer melhor a Sua “proposta”, basta apenas ler a Sua Palavra, está tudo lá: de onde vimos, quem somos sem Ele e quem nos podemos tornar com Ele. E Deus não pretende condicionar, influenciar e muito menos adulterar o resultado, pois este sempre esteve na nossa mão.

Prender – Deus sabe a criatura que fez, por isso, sabe que o melhor do ser humano é fruto de uma dádiva espontânea. De nada adianta reter alguém contra a sua vontade, pois nada do que aquela pessoa venha a fazer, nenhuma atitude, será baseada na sinceridade. Por isso, Deus não obriga ninguém a permanecer Consigo, antes, oferece a cada um a liberdade de escolha do próprio caminho.

Apoderar – Este verbo significa tomar por força ou sem o consentimento do outro. Deus deseja que nos entreguemos a Ele 100%, o nosso Tudo, o nosso coração, porém, esta entrega tem que ser voluntária, feita de acordo com a vontade de cada pessoa, por isso, Ele nunca se irá apoderar de nada, muito menos da sua vida.

Oprimir – Cristo veio a este mundo, precisamente, para nos livrar do jugo opressor do inimigo, personificado pela doença, miséria, fome, vícios, solidão, abandono, entre outros. Com Deus experimentamos exatamente o oposto, benefícios como a liberdade, a saúde, a abundância, a felicidade, o equilíbrio, etc. A Pessoa de Deus, só por si, é o antónimo da opressão.
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Te vejo na IURD ou nas Nuvens!

Bispo Júlio Freitas
bispojulio.com

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João Marques (Portugal) Responder 19 Fevereiro, 2012 às 18:20

Há outro verbo que Deus não usa, é manipular.
Claro que a pessoa inteligente leva este ensinamento em conta quando faz os seus propositos com Deus, sabendo de antemão que os desejos e as decisões são individuais.
Desta forma sabemos que Deus jamais vai fazer na vida de outra pessoa aquilo que ela não quer aínda que a pessoa vá a pé até Israel (exagerando).