Cada um por si

1927 --- A black and white illustration from Gin and Ginger by Lady Kitty Vincent, published 1927. --- Image by © GraphicaArtis/Corbis

1927 — A black and white illustration from Gin and Ginger by Lady Kitty Vincent, published 1927. — Image by © GraphicaArtis/Corbis

Um famoso filósofo, escrevendo sobre sua visão dos relacionamentos, disse uma frase que ficou famosa: “O inferno são os outros!”.

Baseado em sua afirmação, gostaria de falar um pouco sobre o mundo tumultuado dos relacionamentos, pois eles estão entre a maioria dos problemas vivenciados pelas pessoas.

É normal recebermos nos atendimentos pastorais pais que relatam problemas com os filhos; filhos que odeiam a forma como são tratados pelos pais; esposas contrariadas com seus maridos indiferentes; maridos cansados de suas esposas; patrões que reclamam do mau rendimento de seus funcionários; funcionários que detonam seus patrões; amigos contrariados com seus amigos; vizinhos indispostos entre si, e assim por diante.

Olhando pela perspectiva humana e egoísta, fica fácil admitir que não temos problemas, pois o que está no momento nos prejudicando tanto é o outro.

Logo, o filósofo tinha razão. Realmente o outro causa um inferno em minha vida.

Dificilmente encontramos alguém que, ao reclamar de uma situação, comece a queixa a partir de seus defeitos, porque sempre o defeito do outro é pior. O outro não ajuda, não compreende, não fala… Se fala, fala na hora errada, não valoriza etc, etc.

Pensar assim deixa a vida tão difícil! Por isso, eu escolho viver na perspectiva Divina, pois ela é prática e eficiente! Segundo a Bíblia, todos temos defeitos, que são chamados simbolicamente de “cisco no olho”. Porém, quem resolve apontar o dedo para o outro, certamente tem uma “viga” em seus olhos. Ele sequer enxerga o suficiente para corrigir o outro, mas insiste em censurar, repelir e expor. Quanto mais tempo perde olhando os olhos alheios, mais dano sofrerá com sua “viga”.

O Senhor Jesus tinha como prioridade ensinar sobre o Céu e a Salvação, no entanto, grande parte de Seus ensinamentos foi dirigida à maneira como viveríamos na Terra.

A maioria das pessoas, ao se converter, passa ainda bastante tempo por aqui, por isso precisam ter a consciência de que estamos jogando uma partida, ou seja, ganharemos o prêmio da Salvação pela maneira como vivemos aqui.

Nada de pensar que o placar já está definido, e uma vez salvo, salvo para sempre!

Então, precisamos pôr em prática ensinamentos preciosos sobre perdão, julgamento, paciência, tolerância, sinceridade, perigo da prática da vingança, o erro de querer tentar mudar o outro etc.

O processo de transformação do outro passa primeiro pela minha transformação. E o primeiro passo é admitir que erramos, falhamos, julgamos, nos precipitamos, formamos conceitos e pré-conceitos totalmente equivocados.

Se não fizermos assim daremos tantos nós em nossas vidas que acabaremos isolados e feridos. É por isso que cada vez mais pessoas têm vivido no seu mundinho com o lema:

“Cada um por si e Deus por todos!”. Mas a proposta do Evangelho não é essa, pois no Reino de Deus, onde somos cidadãos, devemos amar o próximo como a nós mesmos. Mesmo que ele seja muito diferente de nós na sua maneira de pensar, falar, agir, reconhecer, amar…

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