Como honrar a Deus

Temos falado sobre os judeus, os quais têm feito algumas perguntas, sem entender o que o Senhor diz. Vamos dar continuidade a este assunto:

“Responderam, pois, os judeus e lhe disseram: Porventura, não temos razão em dizer que és samaritano e tens demónio?
Replicou Jesus: Eu não tenho demônio, pelo contrário, honro a meu Pai, e vós me desonrais.
Eu não procuro a minha própria glória; há quem a busque e julgue.
Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente.” (Jo.8:48-51)

Os judeus tinham as suas dúvidas. E existem pessoas neste exato momento, que têm as suas dúvidas, e pensam: Será que eu me justifico?

“Eu fui atacada; disseram coisas a meu respeito, feriram-me, mentiram, julgaram-me e proferiram o que não era certo, ou coisas que não encaro dessa forma…”

Por vezes, há esse conflito dentro de si: Se fala, parece que se está a justificar e não confia em Deus; se não fala, aparenta estar errada. Então, qual a resposta e como deve proceder?

Quando está perante uma situação idêntica à do Senhor Jesus, há questões que Lhe estavam a ser colocadas. Neste caso, pelos fariseus, religiosos, que O julgavam e não O aceitavam, de forma alguma. E quando eles perguntavam, o Senhor Jesus respondia. Era “direto ao ponto”, sem rodeios.

“Replicou Jesus: Eu não tenho demônio, pelo contrário, honro a meu Pai, e vós me desonrais.”

Aqueles judeus tinham todo o exemplo do Senhor Jesus. Perguntavam-Lhe, precisamente, porque Ele tinha o que responder; tinha o que dar. E eles não! Estavam cheios de sentimentos. Quando vê as respostas do Senhor Jesus, percebe a realidade e não uma justificação. Percebe um “nível alto”, sem sentimento.

Os judeus estavam em dúvida, a atacá-Lo, e o Senhor Jesus disse-lhes a verdade. Tudo o que ele queria para aqueles judeus, era despertá-los para a realidade, que eles mesmos não conseguiam enxergar. E tudo o que eles queriam era brigar, impor a sua vontade.

Quando existe uma imposição de vontade, de afirmação, ou de procurar a afirmação de terceiros, então destaca-se a glória que quer receber, pela sua própria vontade, e não pela vontade de Deus, porque, se assim fosse, confiaria n’Ele. Foi o que o Senhor Jesus fez, falando a verdade sem impor nada.

Não disse em meias palavras, com um jeitinho doce, mas diretamente, como: “Vocês estão a desonrar-me e a atacar-me, quando vocês precisam é de Deus, e eu O tenho, para lhes dar. Vejam o meu procedimento, que não procuro a própria glória. Mas vocês procuram afirmação, e impor a vossa vontade em mim. E eu não estou a desonrar o meu Pai, mas vivo para O servir.”

Quando vive para servir a Deus, então a sua consciência está limpa. Não há necessidade de procurar afirmação. Mas quando a procuramos em terceiros, então é sinal que a intenção e os sentimentos estão à flor da pele e que está a agir da forma errada. Não está a glorificar a Deus com a sua vida, mas procurando glorificar a si mesma, por imposição das suas ideias e pensamentos.

Aqui está a resposta.

Talvez fique em “cima do muro”, sem saber para onde ir… se responde ou não. Deve responder, quando o faz racionalmente, sem sentimentos, mas baseada na verdade. A partir do momento que envolve o sentimento, já vai errar! Vai atrapalhar-se e criar, por conseguinte, outros problemas. Quando se baseia em uma fé inteligente, preserva a sua alma. Está no mesmo nível que o Senhor Jesus, procurando glorificar a Deus e não buscando a sua própria glória.

Um grande abraço para vocês e até quarta-feira.

 

Viviane Freitas

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