Como lidar com os invejosos

Little girl swinging on the swing joyfully

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Dias atrás estava pensando no processo de arraigamento de conceitos e ideias no íntimo humano e me deparei com uma reflexão que gostaria muito de compartilhar com você.

Caminhe comigo através destas linhas. ?

Já aconteceu várias vezes de eu escrever um texto e, no primeiro momento, não perceber que o argumento se repetia, que havia colocações erradas ou coisa semelhante. Também, ao pintar minhas telas, já ocorreu de uma determinada cena a ser retratada estar fora da perspectiva, ou a projeção da luz e da sombra não se corresponderem. Às vezes, era preciso passar um tempo, limpar o olhar, para depois voltar ao texto ou à tela para fazer uma nova avaliação e interferência, e assim descobrir a realidade daquele trabalho. Nem sempre sozinha eu consigo ver o que deve ser visto, portanto, nesse caso, a visão do outro contribui muito para o meu mundo.

Quantas vezes também já perdi um objeto e passei horas procurando, quando na verdade ele estava tão perto de mim e eu não o encontrava? Meu olhar obstinado com a ideia de que o tinha perdido me impedia de vê-lo ali diante dos meus olhos. Já aconteceu isso com você, rs?

Esses exemplos ilustram bem o condicionamento do olhar humano para o lado físico da vida. Mas existe um outro olhar que sobrepuja a esse. É o que enxerga o que os olhos físicos não veem. É o olhar que observa e qualifica os fatos; que condena ou absolve as pessoas; que encara o problema como oportunidade ou como prejuízo; que acolhe ou despreza o outro; que discrimina ou trata com igualdade a todos; que cria preconceitos ou derruba barreiras; que dá importância ou releva; que aprecia ou repudia…

E assim, nós somos e fazemos o que o íntimo enxerga.

É por isso que todos acham que têm razão e que suas opiniões e definições são melhores que as do outro.

O fluxo dos nossos pensamentos e sentimentos determina o que vemos, por isso, na maioria das vezes, o que enxergamos não corresponde de fato à realidade. Ela é apenas a sua “verdade”.

Então, o olhar pode ser um carrasco para a alma, ao trair, julgar, condenar, distorcer, separar etc., ou pode ser o seu libertador, ao iluminar, proteger, unir, compreender, tolerar, perdoar… Enfim, dependendo de como interpreto a vida, tenho luz ou trevas dentro de mim.

Enquanto mantivermos uma visão deturpada das pessoas e das circunstâncias, seremos escravos de um jeito de enxergar viciado e maldoso.

Por isso, creio que há muitos cegos que veem muito mais que pessoas com a visão física perfeita.

E hoje eu entendo muito melhor o que disse o Senhor Jesus:

“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;

Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! “(Mt 6.22,23)

Até a próxima!

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Colaborou: Núbia Siqueira

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