Cris 2000

Esse foi o período que mais me dei para as esposas dos pastores em Londres.

Eu sentava com elas para passar o que Deus me dava todas as semanas e por nós sermos poucas, eu me sentia como uma mãe para elas. Foi uma época gostosa, pois já que estava enfrentando meu deserto em casa com o Filipe, estava mais próxima de Deus, mais dependente dEle. Todas as oportunidades que tínhamos de ficar juntas, ficávamos, conversávamos, brincávamos, saíamos juntas, éramos uma família. Estávamos em uma só fé. Participávamos de todos os eventos da igreja, semanas antes, evangelizando, atendendo, trabalhando de obreira, enviando cartas… era muito gostoso! Éramos tão ocupadas que não tínhamos tempo para ter problemas e isso me ajudava a lidar com as dificuldades em casa. Acredito que esse tenha sido um dos maiores aprendizados dessa época.

Muitos problemas nos abatem porque nos acham com tempo para eles. Como aquele velho ditado diz: mente vazia, oficina do diabo. Quanto mais ociosa a pessoa está, mais vulnerável espiritualmente ela também está. Quanto mais ativa na fé, mais forte ela se encontra contra os seus problemas. Ela não vê coisa onde não existe, ela não se liga no fato da pessoa ter passado por ela e não ter dado um bom dia, afinal, ela sabe que as vezes o dia é tão corrido que essas coisas se passam despercebidas. Ela não tem tempo para fofocar ou ficar de conversa fiada. Ela também não tem tempo para reparar na roupa dos outros, ou ficar vendo a vida dos outros…

E não é esse um dos problemas de muita gente nas redes sociais? Elas ficam tão ociosas o dia inteiro, que não se enxergam que são presas fáceis para qualquer pensamento ruim. Em vez de se encherem do que pode fazer a diferença em suas vidas, elas se enchem da vida dos outros. Gostam de ficar vendo o que os outros estão fazendo, postando, comentando… Gostam de opinar em tudo… E passam horas do dia só fazendo nada vezes nada. No trabalho, a metade do tempo é no celular, jogando conversa fora pelo WhatsApp. Em casa, a metade do tempo é assistindo TV, jogando joguinhos, conversando pelo SKYPE. Quando vai ver, o dia já se foi e elas não conseguiram fazer as coisas mais básicas que tinham que fazer aquele dia.

Eu não estou dizendo que é se ocupando que seremos pessoas mais fortes, mas que a ociosidade nos enfraquece.

Foi nesse ano que eu também fiz uma loucura no meu cabelo… loucura mesmo. Estava para ir em um novo salão, já que até então ainda não havia conseguido achar um cabeleireiro que fizesse um bom trabalho no meu cabelo. E eu fui fazer a besteira de pergunta o Renato o que ele achava que eu deveria fazer (tão insegura nessa época!). Ele me falou que eu devia cortar curtinho, igual joãozinho. Eu fiquei muito irritada com ele, disse que não, mas aí ele logo retribuiu dizendo que eu tinha o meu coração no cabelo. E aquilo mexeu comigo.

Cheguei no salão, sem conhecer o cabeleireiro, e pedi para que ele fizesse o pixie cut. Se você não conhece esse corte, é esse aqui:

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A atriz ficou linda com esse corte mas eu não posso dizer o mesmo sobre o meu 🙁 O fio do meu cabelo é bem grosso e eu tenho muito cabelo, o que quer dizer muito volume. Depois que o cabeleireiro cortou, eu só dizia para mim mesma: Não vá chorar… você não deve ter seu coração no seu cabelo! E nem uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Só que ao chegar em casa o Renato levou um susto e sabe o que ele disse?

Eu só estava brincando com você!

Nunca tive tanto trabalho com um corte de cabelo na minha vida! Meu cabelo só queria ficar em pé… eu colocava gel fixador umas três vezes ao dia, lavava o cabelo duas vezes por dia para ver se ele crescia… foi um pesadelo! Sem contar com a reação das minhas amigas que não conseguiam nem disfarçar com o susto que levaram…

Foto?

Que nada. Nessa época, eu fiz questão de não tirar nenhuma 🙁

Bom… pelo menos ficou confirmado que o meu coração não está no meu cabelo!

As fotos a seguir são de quando o cabelo já tinha crescido bem no final do ano… rsrs

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