De que forma julgamos?

Olá amigos internautas, é um prazer estar aqui novamente com todos vocês, em continuação à leitura do Livro de João.

E essa alegria, não é apenas por vos acompanhar e ensinar acerca do que a Palavra de Deus me tem trazido. Mas, é prazeroso, porque, à medida que damos, recebemos.

Tudo o que durante os 40 Dias meditámos, revelou-se maravilhoso, para mim; foram dias marcantes! Eu pude “ver” o Senhor Jesus, aprender, conhecê-Lo de uma forma, como nunca antes: o Seu caráter, maneira de ser, atitudes… a Sua dependência de Deus. O Seu testemunho falou, e tem falado muito comigo, a cada dia. vivi_cda

À medida que vamos conhecendo a Deus, vamo-nos enxergando cheios de falhas e erros, e é incrível, porque, quando nos percebemos desta forma, não nos vemos julgados e condenados por Deus, mas sentimos a Sua misericórdia, compaixão, o Seu grande amor. E foi isso que aconteceu durante os 40 Dias. No Templo, só se veio a concluir tudo aquilo que eu estava à procura. Eu vi claramente o que o Senhor Jesus queria de mim.

Assim que eu tiver oportunidade, vou compartilhar convosco aqui no Blog.

Mas hoje, gostaria de focar, em continuação ao Livro de João, o que está escrito no capítulo 8, versículo 15:

“Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. Se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou. Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim.” (Jo.8:15-18)

Nós, seres humanos, julgamos de acordo com os nossos sentimentos. Segundo os cinco sentidos, e não diante do que aprendemos com Deus. E é nisso, certamente, que baseamos o nosso julgamento. Isso desagrada a Deus e, igualmente, a nós próprios. Pois, pela medida que julgamos, seremos julgados. Na medida que olhamos e sentimos, aquilo também nos está a ferir, porque o sentimento não colabora para usarmos a fé, mas faz-nos “sentir” cada vez mais.

Quando usamos a fé inteligente, colocamos de lado o que sentimos e baseamo-nos naquilo que cremos. Assim, não julgamos da mesma forma.

“Se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou.”

Quando o Senhor Jesus julga, não o faz porque sente ou acha, mas pelo que é verdadeiro, reto, justo.

E dirá você: “Mas eu também julgo pelo que é verdadeiro e justo…”. Não, nem sempre! Normalmente julgamos pelo que sentimos, de forma a assegurar a nossa razão, a apoiar aquilo que achamos. Só que a fé inteligente não está relacionada ao que sentimos, mas ao que é puro, racional.

Muitas vezes, pensamos que a pessoa não nos entendeu, não fez o que gostaríamos que ela fizesse, quando, na realidade, é você que se está a sentir assim, incompreendida. E isto, porque travou lutas passadas, dentro de si, e espera que outros a entendam, em virtude do seu passado triste e amargurado; que ajam da mesma forma que você agiria, em lugar deles. Mas, a verdade, é que não enfrentaram o mesmo passado que você.

A forma como julga, tem tudo a ver com o que sente. Isso a corrói por dentro: Afasta-se, fica amargurada; o seu rosto, o brilho de pessoa extrovertida, alegre, espontâneo, passa a ser “trevas”. Os sentimentos transformam o seu semblante.

Então, o “segredo” é não estarmos sós, pois, de outra forma, vamos destruir-nos pelo que julgamos.

“…porém eu e aquele que me enviou.”

Amiga internauta, para dar um basta nesse olhar, ou para que não cometa esse erro, tem que vigiar. Talvez isso não evite que sinta, mas fará com que esteja em vigia, para colocar isso de lado.

Quando não permanece só, no seu mundo egocêntrico, ideias e ponto de vista, mas permite que a Palavra de Deus, que o Senhor Jesus, façam parte da sua vida, então, terá bons olhos, entenderá, não esperará nada em troca.

O Senhor Jesus não esperava nada em troca de Deus, mas submetia-Se à vontade do Pai!

E assim devemos fazer, ainda que, por vezes, nos fira, porque as razões e sentimentos, estão à “flor” da pele. Mas todas as vezes que nos afundamos nisso, mais nos corroemos por dentro. Quando permitimos que a Palavra de Deus nos limpe, é totalmente diferente, pois não permitimos que as circunctâncias mudem o nosso semblante e interior. Ficamos em sintonia com Deus.

“Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro.Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim.”

O Senhor Jesus testifica d’Ele, em virtude da Sua dependência do Pai. Sabia, por isso, que não tinha direito de impor a Sua vontade, mas permitir que Deus o fizesse, em Seu lugar.

Assim também Deus vai testificar em relação a si, quando se coloca nesta condição; Ele também testificará a seu respeito, transparecendo em sua vida.

Não será aquela pessoa pesada, com as suas ideias e pensamentos, que a corrompem, que a estragam e ferem. Quando se submete a Deus, torna-se livre, leve, feliz e independente da circunstâncias. É isso que Ele tem para si!

Um grande abraço.

Estaremos em contato, através dos áudios, todas as segundas, quartas e sextas. Aproveite cada intervalo de dias, para continuar a meditar em cada versículo que abordámos.

Viviane Freitas

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