Diário de uma neta

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A minha avó faleceu quinta-feira passada, logo após a nossa palestra da Escola do Amor ao vivo no Rio.

Eu ia visita-la no hospital no dia seguinte, como de costume quando vamos ao Rio, mas não era para ser…

Eu não fiquei triste, as lágrimas vieram, mas eram da saudade. Fazia tempo que ela já não se comunicava mais com a família devido a sua condição de saúde. As primeiras vezes que eu a visitei, ela ainda me reconhecia, me chamava de “coisa linda da vovó”, mas não foi assim nas últimas vezes, quando ela olhava para mim e parecia não estar mais ali.

A minha avó foi uma mulher doce, meiga, mansa, discreta, carinhosa, e muito temente a Deus. Eu nunca a vi se queixar, murmurar, falar mal dos outros, ou até criticar. Ela era quietinha, não gostava do frio e falava pouco. Eu fui uma neta abençoada por tê-la em minha vida! Creio que todos seus netos podem dizer o mesmo. Ela não tinha um preferido.

No seu velório, gostei da oração que meu pai fez agradecendo a Deus por tê-la usado para lhe dar uma esposa tão idônea. E realmente, minha mãe é a cópia da minha avó em tudo, caráter, temor, respeito, comportamento, fé, tudo mesmo. Isso talvez tenha sido o seu maior legado, pois através de seus filhos, a sua fé ainda vive.

Que a minha fé também continue marcando presença na vida de todos que me conhecem.

Na fé.

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