Diário: Eu Não Entendia… assim (3ª parte)

moldaviaAo chegar na Moldávia, estava eu ali …, “perdidinha da Silva Pereira”.

Nós esposas de pastores, acompanhamos os nossos maridos, que já tem um objetivo definido para cada lugar aonde ele vai passar, mas a mulher, como tem que ir para acompanhar, fica meio perdida do que tem que fazer.

Ela pensa: “vou acompanhá-lo“; porém como ela normalmente não projeta, lá está ela a cair num lugar de paraquedas!

No entanto, antes mesmo de chegarmos à Moldávia, O Júlio recebe uma ligação do meu pai. E olha o que ele pergunta primeiro:

“O Luisinho está convosco?
O Júlio disse não, bispo.
Diz o meu pai: ‘Oh! Porque pensava dele ir viajar convosco …‘ E mal termina de falar, o Júlio interrompe e diz: Bispo, o Luís está feliz, pois está a fazer a obra de Deus e etc.
E aí logo o meu pai deixa de comentar a respeito. E eu que estava do lado, escutei a resposta do meu pai, e disse: ‘Olha pai, o Luís estava ‘doido’ para vir connosco. Mas o Júlio acha melhor ele ficar porque ele precisa aprender e aproveitar a oportunidade de trabalhar na igreja antes de viajar. (Pois para onde ele vai não tem ainda igreja).’ “
Terminou a conversa e despedimos.

Ah para quê ter ouvido a respeito do Luís novamente! Lá volta novamente a esperança de nutrir o porquê dele não viajar connosco, para aproveitarmos os nossos últimos momentos juntos (já que quase não tivemos tempo com ele, nem 1 ano ainda se completou desde que voltou depois dos 14 anos de distância) …

De novo… queria falar com o meu pai. Queria arranjar um jeito para ver se ele podia convencer o Júlio de trazê-lo para onde estávamos. Mas contive a minha vontade, e não fiz nada, pois percebi no mesmo instante que tudo que estava sentindo ali era meu desejo pessoal.

Ao chegar na igreja da Moldávia, ao passar pelo corredor até a minha cadeira. Deus falou comigo muito forte assim: “Vê, este povo aqui está à procura de encontrar saída para a sua agonia e você desejando algo para si e não para o povo.”

Já naquele mesmo instante, os meus olhos começaram a chorar, fazendo-me sentir a pessoa mais necessitada naquela igreja.

Não pelo problema do meu filho não estar connosco, mas pelo egoísmo que eu estava a deixar-me levar por um instante.

E o Espírito Santo, por meio do Júlio, começou a falar da Mulher Samaritana. Meu Deus, como estava a encaixar-me com aquela mulher. E no meio da pregação, não contive as lágrimas e comecei a estar sensível à voz de Deus.

Naquele mesmo dia, saí impressionada! E logo em seguida tivemos que sair para um outro país, Ucrânia, pois tinha outra reunião na parte da tarde.

Ao chegar na igreja da Ucrânia, vou 10 minutos antes da reunião sentar-me no salão, e aguardei a reunião. E começo a ler sobre a Mulher Samaritana. E de novo, os meus olhos se encheram de lágrimas.

Estava impossível de segurar as lágrimas, pois as palavras que li queimava dentro do meu ser. A ponto, de não passar, mas levar comigo e até hoje, queima.

A palavra que me tocou profundamente:

“… Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.”

João 4:10

Explicarei para si mais ao respeito no próximo artigo…

Um abraço!

Viviane Freitas

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