Falsa referência feminina

IMG_6468-1Chega a noite, depois de um dia cheio e várias perguntas sobre relacionamentos respondidas, tudo o que eu mais quero é tomar um banho bem quente e relaxar.

E quando eu falo relaxar, eu quero dizer colocar o cérebro de molho e não pensar mais aquele dia… Assisto a novela “Os Dez Mandamentos” e depois um dos seriados que acompanho pelo Netflix. Essa semana porém, eu me revoltei. Reparei uma coisa que todas as personagens, de todos os seriados e filmes que já assisti (com excessão da novela “Os Dez Mandamentos, é claro!), tem em comum… elas não se poupam em relação ao sexo casual.

Pode ser a mulher mais charmosa, mais moderna, mais forte, mais inteligente, do tipo heroína mesmo – ela não se poupa quando vê uma oportunidade de fazer sexo no elevador, no carro, num beco da rua, na porta da entrada do apartamento. Ela faz em qualquer lugar e em qualquer posição. É só sentir a atração sexual e pronto, lá vai ela atras de seus extintos animais.

Duvida? Veja só algumas que tiveram muitos parceiros sexuais, uns que elas nem se quer acreditaram no dia seguinte. Tudo bem que no seriado, todas parecem ser super felizes e realizadas, e sempre numa boa como se todos os erros que cometeram no amor não tivessem tido nenhum efeito em suas vidas… ah tá… a vida continua sem nenhuma consequência.. ahãm… só na TV mesmo:

Rachel, Phoebe, e Monica que praticamente trocaram quase que os mesmos parceiros do seriado “Friends”.
Serena, Blair, Jenny, juntamente com suas mães do seriado “Gossip Girl: A Garota do Blog”.
Bree, Susan, Lynette, Gabrielle, e todas as demais mulheres de uma vizinhança aparentemente tão “charmosa”, do seriado “Desperate Housewives – Donas de Casas Desesperadas”.
Olivia Pope e todas as demais mulheres advogadas, investigadoras, esposas de políticos do seriado “Scandal”
Alicia e todas as demais advogadas e mulheres poderosas do seriado “The Good Wife”.

E como se isso não bastasse, essas “heroínas” de filmes e seriados se tornaram referências de mulher. Hoje a crença de muitas, é que a mulher que não tem esse tipo de comportamento não sabe o que é curtir.

Vamos então definir esse tipo de “curtição”.

  • Você curte se sentir uma mulher qualquer, ser mais uma que teve sexo com aquele cara, mais uma que caiu na dele, mais uma que ele pegou e jogou fora? É como uma nota que vai passando de mão em mão, por mais que ela tenha o valor de R$100, ela não deixa de ficar suja.
  • Você curte em saber que você é para pegar e não para casar, e que quando pararem de te pegar ou você tiver numa idade em que você cansou desse tipo de “curtição”, sua juventude já passou?
  • Você curte só se sentir valorizada pelo corpo que tem ou pelo que este é capaz de fazer para um homem?

As feministas dizem que esse comportamento não faz mal a ninguém, afinal, os homens sempre foram assim e ninguém os desvaloriza por isso. Ah tá, desde quando o lado fraco ou o erro de uma pessoa serve como referência para vida? Pelo contrário! Olhe para a vida desses homens que só vivem pegando… eles não tem uma família, eles não sabem o que é ter uma parceira de verdade, só uma parceira temporária, e no fundo, eles são vazios, tristes, e solitários. É por isso que chegam numa idade e logo querem se casar.

Meninas, vamos pensar com a nossa própria cabeça e deixar de ser como piolho, pela cabeça dos outros. Nós não nascemos para sermos mais uma. Nós não seremos valorizadas se não nos valorizarmos primeiro. Nós não seremos exclusivas se não nos pouparmos.

Seja uma dama. Ela pode estar ultrapassada na cultura atual, mas ela continua sendo a referência que toda mulher sonha em ser… valorizada, respeitada, amada, poupada, preservada, e protegida.

Na fé.

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